Os adolescentes suspeitos de agredirem brutalmente o cão comunitário Orelha, que precisou passar por eutanásia em Florianópolis, também teriam tentado afogar outro cachorro conhecido por moradores da região da Praia Brava, uma das áreas mais nobres da capital, segundo a Polícia Civil.
Caramelo, como é chamado, costumava andar ao lado de Orelha. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, nas redes sociais, o cão chegou a ser levado ao mar pelo grupo, mas conseguiu escapar. Após o episódio, ele foi adotado.
Uma operação cumpriu, na segunda-feira, 26, três mandados de busca e apreensão em endereços de investigados por maus-tratos e coação no processo que apura a morte do cão comunitário.
A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões que acabaram matando Orelha. As buscas ocorreram nas casas deles e também de seus responsáveis legais.
Segundo o delegado-geral, Ulisses Gabriel, dois deles estão em Florianópolis e foram alvos da operação — os demais estão nos Estados Unidos para "viagem pré-programada".
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro. Segundo relatos de moradores, o cachorro estava desaparecido. Dias depois, uma das pessoas que cuidavam de Orelha, o encontrou durante uma caminhada, caído e agonizando.
Ela recolheu o animal e o levou a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não houve alternativa além da eutanásia. Em entrevista à NSC TV, o empresário e morador da região, Silvio Gasperin, explicou como tudo aconteceu e se emocionou ao falar sobre o caso.
“A Fátima ficou sabendo, mas não encontrou ele de imediato. Em uma caminhada, achou ele jogado e agonizando. Recolheu, levou ao veterinário… precisa de justiça, né?”, disse.
Quem era Orelha?
A Praia Brava tem três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Orelha era um deles.
“Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, contou o aposentado Mário Rogério Prestes, que acompanhava de perto os animais.
Fonte: Portal Peperi
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