Xanxerê, está entre os municípios brasileiros com maior número de registros de tornados entre 2018 e agosto de 2026. A cidade contabiliza oito ocorrências, segundo levantamento divulgado pelo g1 com base em dados do Prevots.
Ao todo, o levantamento reúne 524 registros de tornados no Brasil no período analisado.
Xanxerê tem o mesmo número de ocorrências que Horizontina, no Rio Grande do Sul, e Ananindeua, no Pará. Sarandi e Guaíba, no Rio Grande do Sul, e Dourados, no Mato Grosso do Sul, aparecem com nove registros cada.
Entre os municípios com maior número de ocorrências estão:
Sarandi (RS) – 9;
Guaíba (RS) – 9;
Dourados (MS) – 9;
Horizontina (RS) – 8;
Xanxerê (SC) – 8;
Ananindeua (PA) – 8;
Corbélia (PR) – 7;
Cerqueira César (SP) – 7;
Salvador (BA) – 7;
Guarapuava (PR) – 6.
Os dados fazem parte do Prevots, projeto formado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade de Oklahoma, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).
Atualmente, o Brasil não possui um banco de dados oficial específico que reúna todos os registros de tornados no território nacional.
A Região Sul concentra 227 dos 524 registros contabilizados pelo levantamento, o equivalente a cerca de 43% do total. O Rio Grande do Sul soma 93 casos, o Paraná 81 e Santa Catarina 53.
Segundo os dados, 51% dos tornados registrados na Região Sul estiveram associados a supercélulas, tempestades que apresentam rotação organizada e podem provocar fenômenos meteorológicos severos.
A frequência desses eventos no Sul está relacionada à combinação de calor e umidade com a chegada de massas de ar frio e seco. Mudanças na velocidade e na direção dos ventos conforme a altitude também podem favorecer a formação de tempestades rotativas.
No fim de agosto, Campo Erê, no Extremo-Oeste catarinense, também foi atingido por um tornado. O fenômeno provocou danos em imóveis, estruturas e vegetação e teve a ocorrência confirmada após análises meteorológicas.
Conforme o Prevots, dos 524 registros no país, 304 foram associados a trombas d’água ou terrestres, 78 a linhas de instabilidade e 142 a supercélulas.
A identificação dos casos é feita por meio da análise de relatos, notícias, vídeos, publicações em redes sociais e imagens de satélite. Esses materiais ajudam os pesquisadores a verificar indícios compatíveis com a passagem de tornados.
Meteorologistas conseguem prever condições favoráveis à formação desses fenômenos, mas não é possível determinar com muitas horas de antecedência o local exato onde um tornado poderá tocar o solo. Por isso, alertas meteorológicos e o acompanhamento das condições do tempo são fundamentais em situações de risco.
Fonte: NSC Total
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