A equipe da Vigilância Sanitária de Guaraciaba procurou a reportagem da Peperi na última semana para fazer um alerta aos moradores do município e também da região Extremo-Oeste catarinense.
De acordo com o fiscal, Matheus Finco, o setor registrou recentemente a vinda de um grupo de pessoas para Guaraciaba visando a realização de exames de visão e a venda de óculos e lentes.
Conforme ele, os preços praticados eram expressivamente baixos, na comparação com o preço de mercado atual e esse e outros fatos chamaram a atenção da Vigilância Sanitária.
Segundo ele, o grupo é de outro estado brasileiro e estava realizando os serviços na Linha Ouro Verde, interior de Guaraciaba e os exames visavam a identificação do grau e lente que cada paciente deveria usar e dessa forma, os óculos e armações eram vendidas no próprio local, pois já estavam prontas.
Matheus citou que visto os preços baixos, a ação atraiu vários moradores de Guaraciaba e municípios próximos e uma denúncia foi realizada pela secretaria de Saúde do próprio município, sendo que, por conta disso, a equipe da Vigilância se deslocou até o local e constatou que a ação estava ocorrendo na igreja da comunidade, e o espaço não possuía as normas mínimas exigidas para realizar esse tipo de procedimento.
O profissional citou que questionou o grupo sobre a licença para exercer a função no município, sendo informado que eles não possuíam o documento. O grupo informou ainda que possuía certificado, porém, não tinha registro e nem vínculo com qualquer tipo de associação ou conselho, impedindo que a ação fosse executada para as pessoas.
Matheus Finco alertou ainda em relação ao fato desse grupo que estava instalado na Linha Ouro Verde ter passado em outras comunidades e com possibilidade de se instalar em novos locais e por isso reforçou o aviso para que a comunidade regional tenha cuidado e não realize qualquer procedimento desse tipo, evitando ser lesado.
Questionado sobre quais procedimentos foram tomados por parte da Vigilância Sanitária, ele comentou que as atividades foram paralisadas imediatamente e o local foi interditado, além de ser lavrado um auto de infração, onde o grupo terá 15 dias para fazer a defesa.
Ele disse que após esse período será definido se haverá multa ou se o grupo terá que devolver o dinheiro para as pessoas que foram lesadas. Outra possibilidade ainda é encaminhar o caso para o Ministério Público onde o grupo poderá responder judicialmente.
Matheus Finco salientou ainda que os preços praticados e a quantidade de pessoas lesadas ainda não é de conhecimento da Vigilância Sanitária e lembrou que esse fato é inédito em Guaraciaba, porém, reforçou o cuidado que a comunidade regional deve ter em relação a situações semelhantes.
Fonte: Portal Peperi
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