Vereador de Joinville tem mandato cassado após chamar colega de "velho gagá"

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Vereador de Joinville tem mandato cassado após chamar colega de "velho gagá"
Foto: Mauro Artur Schlieck, CVJ

O vereador de Joinville Cleiton Profeta (PL) teve o mandato cassado na manhã desta segunda-feira, 8, após votação na Câmara da cidade. A partir da decisão, que contou com 13 votos favoráveis, o parlamentar perde imediatamente o cargo e os direitos políticos.

O político foi julgado após parecer favorável de Comissão Processante montada para analisar denúncia formalizada contra o vereador por quebra de decoro parlamentar. Um boletim de ocorrência chegou a ser registrado por Henrique Deckmann (MDB) contra o colega. Na denúncia, Deckamann afirma que foi ofendido por Profeta, inclusive sendo chamado de “velho gagá”.

A briga entre os parlamentares ocorreu no dia 25 de fevereiro durante uma reunião na Sala VIP, convocada pelo presidente da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), Diego Machado (PSD).

Como foi a votação

O rito da sessão de julgamento seguiu o estabelecido no Decreto Lei nº 201/1967. Conforme o texto desse documento, foram lidas as peças requeridas por qualquer dos vereadores e pelos denunciados.

Além disso, quem quisesse se manifestar verbalmente poderia falar por 15 minutos. Ao final, o denunciado, ou seu procurador, teria o prazo máximo de duas horas para apresentar sua defesa.

Como os vereadores de Joinville votaram

Após o momento da defesa, foram realizadas as votações nominais para cada infração articulada na denúncia. Veja abaixo quais vereadores foram favoráveis ou contras à cassação do mandato de Cleiton Profeta (PL).

Adilson Girardi (MDB)- favorável

Alisson Julio (Novo) – favorável

Brandel Júnior (PL)- abstenção

Diego Machado – abstenção

Érico Vinicius (Novo) – favorável

Henrique Deckmann (MDB) – favorável

Instrutor Lucas (PL) – contra

Kiko da Luz (PSD) – favorável

Liliane Lovato (Podemos) – favorável

Lucas Souza (Republicanos) – favorável

Mateus Batista (União Brasil) – favorável

Neto Petters (Novo) – favorável

Pastor Ascendino (PSD) – favorável

Pelé (MDB) – favorável

Tânia Larson (União Brasil) – abstenção

Vanessa da Rosa (PT) – favorável

Vanessa Falk (Novo)- favorável (voto de minerva)

Willian Tonezi (PL) – contra

Briga entre vereadores

De acordo com o boletim de ocorrência registrado por Deckmann na ocasião da conversa, que tinha como obejtivo reforçar a importância do respeito mútuo, do diálogo responsável e da convivência harmoniosa entre os parlamentares, “Profeta levantou-se bradando que não ficaria na reunião se o tema fosse este”. O vereador do PL, entretanto, afirma que já havia comunicado que precisaria se ausentar por conta de outro compromisso.

Ainda segundo o documento, Deckmann, então, interveio e pediu que Profeta ficasse na reunião, momento que o outro vereador teria se aproximado “praticamente colando seu rosto contra a vítima, que só não foi encostado naquele momento pois recuou, andando para trás enquanto o ofensor prosseguia com o avanço.”

Após o episódio, o partido Novo protocolou um pedido de cassação do mandato de Profeta, que foi aceito na Câmara por 14 votos a 2. A votação contou com uma abstenção.

— Isso não passa de um complô do governo do Novo pra me calar. Um governo que nunca aceitou ter oposição, nunca aceitou crítica e, infelizmente, o governo está usando toda máquina com os vereadores, cargos, obras, enfim, pra que essa cassação aconteça. Então, independente disso, o meu papel aqui, desde que eu entrei até o último dia, foi expor as mazelas e continuarei fazendo isso até o fim, não sei a quem custar — citou nesta segunda-feira (8).

Fonte: NSC Total

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