Na sessão extraordinária de segunda-feira, 2, o vereador, Edevaldo Kraemer, questionou os valores dos contratos das pavimentações com pedras irregulares em Sede Capela. De acordo com o parlamentar, o projeto enviado para o Legislativo previa valor total para o pavimento das cinco ruas, de R$ 381 mil. No entanto, o valor do contrato assinado com a empresa seria de R$ 850 mil.
Desta forma, o custo de pavimentação com calçamento por metro quadrado, sai de R$ 89, no projeto para a Câmara, para R$ 199, no contrato com a executora. Kraemer cita ainda que o projeto foi enviado depois da assinatura do contrato.
Para efeito de comparação, o vereador apresentou dados enviados no mesmo projeto, que contempla a comunidade de Dourado. A licitação feita para as pavimentações na comunidade é no valor de R$ 507 mil, mesmo indicador enviado para o Legislativo. No contrato, o valor ainda foi reduzido, chegando a R$ 449 mil. “O custo do pavimento em Dourado é de R$ 66 por metro quadrado” explica.
Ele compara com as pavimentações feitas em asfalto. O contrato do Asfalto da Fronteira, no valor de R$ 24 milhões, tem custo de R$ 300 por metro quadrado de asfalto.
Edevaldo Kraemer cita ainda que o projeto sobre a pavimentação de pedras irregulares em Sede Capela veio com erros, que foram corrigidos por emendas dos vereadores. Kraemer entrará com pedido de informações acerca dos valores e sobre a correção do projeto enviado ao Legislativo. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.
O Jornalismo da Rádio Itapiranga entrou em contato com a prefeitura de Itapiranga. Conforme o Secretário de Administração, Sérgio Reckziegel, o município fez ajustes no projeto de contribuição de melhoria, que foi enviado ao Legislativo. Segundo ele, a pavimentação em Sede Capela vai ocorrer com recursos do governo federal, sendo necessário seguir o padrão estabelecido com passeio público nos dois lados das ruas.
O Secretário considera que não seria justo os moradores pagarem um valor elevado de contribuição de melhoria por receberem uma obra padrão do governo federal. De acordo com Reckziegel, a alternativa encontrada foi retirar da cobrança dos proprietários de lotes urbanos os serviços de terraplenagem das ruas, drenagem e passeio público. O Secretário avalia que desta forma o valor será semelhante a outras pavimentações e mais justo aos moradores.
O projeto enviado ao Legislativo trata somente dos recursos de contribuição de melhoria que serão pagos pelos moradores, no valor de R$ 381 mil. Reckziegel explica ainda que em Dourado, os serviços feitos de terraplenagem das ruas, drenagem e passeio público serão feitos pela prefeitura e não entram no cálculo do projeto enviado para a Câmara.
Fonte: Portal Peperi
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