Quatrocentos reais. Esse foi o preço pago a dois homens para ceifar violentamente uma vida em São Lourenço do Oeste. Os responsáveis pelo espancamento e morte da vítima foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), julgados pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (25/9) e condenados a penas de 10 a 16 anos de prisão.
A ação penal ajuizada pela Promotoria de Justiça da Comarca de São Lourenço do Oeste relata o crime, praticado entre a madrugada de 10 e 11 de março de 2024 e que teve como motivo uma desavença prévia entre o mandante e a vítima devido a um relacionamento que ambos tiveram com a mesma mulher.
Naquela madrugada, a vítima e os três acusados estavam em um mesmo bar. O mandante acertou o valor de R$ 400 com um dos réus para que "desse uns tapas no desafeto". Quando a vítima saiu do local, o homem contratado e um comparsa a seguiram até que ela chegasse próximo ao seu veículo. Nesse momento, eles a surpreenderam e passaram a espancá-la com violência, com chutes e socos no tórax e na cabeça - sendo o contratado com participação mais efusiva. Na sequência, o mandante deu carona ao contratado e pagou o valor combinado. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu.
Em plenário, os Promotores de Justiça Ana Paula Rodrigues Steimbach e Michel Eduardo Stechinski - este integrante do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GEJÚRI) do MPSC - sustentaram que o crime foi cometido com dolo eventual - ou seja, embora não tivessem a intenção de matar, os réus assumiram o risco do resultado com suas atitudes.
O mandante foi condenado a 16 anos de prisão, por homicídio qualificado por ter sido praticado mediante promessa de recompensa, por motivo fútil e por meio cruel. O contratado recebeu a mesma pena pelo crime mediante promessa de recompensa, por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O terceiro envolvido - que o Ministério Público sustentou ter participação menor no crime - recebeu 10 anos de prisão por homicídio qualificado pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
"Diante da violência e crueldade empregadas contra a vítima - que sequer conhecia seus executores - houve grande comoção da família e amigos, que compareceram à sessão plenária solicitando justiça, pedido atendido pelo Conselho de Sentença", destacou a Promotora de Justiça Ana Paula Rodrigues Steimbach.
Presos preventivamente no curso do processo penal, os réus tiveram negado o direito de recorrer em liberdade. Ainda cabe recurso da decisão.
Fonte: Portal Peperi
Justiça Eleitoral distribui urnas para o segundo turno das Eleições 2026
Havan abre as portas em São Miguel do Oeste
Deslizamento de terra leva à interdição preventiva de residência em Dionísio Cerqueira
Mais de 5,7 milhões de catarinenses estão aptos a votar no segundo turno neste domingo
Peperi Debates discute desafios para elaboração dos planos de educação em SC
Defesa Civil emite alerta de risco alto para chuva no Oeste e Extremo-Oeste
Mais de 137 mil eleitores da AMEOSC podem votar para presidente neste domingo
AMPESC mobiliza instituições de ensino superior para discutir futuro da educação em SC
FACIBEL 2027 divulga programação com shows nacionais e três dias de atrações em Belmonte
Dois homens são condenados a 19 anos e seis meses por homicídio em Santa Terezinha do Progresso
Homem sofre corte profundo no rosto e suspeito é preso em Dionísio Cerqueira
PM recupera caminhonete furtada no RS e prende homem em Anchieta