Três regiões de Santa Catarina registram taxa de ocupação superior a 90% nos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da rede pública de saúde. Considerando o critério de regiões adotado pela Secretaria de Saúde, Grande Oeste, Planalto Norte e Nordeste e Foz do Rio Itajaí estão em situação de alerta, somando apenas 26 vagas disponíveis. Em todo o Estado, são 1.263 leitos ocupados e 177 ainda livres.
O Grande Oeste é a região com a maior taxa de ocupação. São 96 leitos ativos para atender uma população de cerca de 857 mil moradores, mas apenas três estão disponíveis nesta terça-feira (28). O Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, tem duas vagas, enquanto o São José de Maravilha tem apenas uma. As outras duas unidades hospitalares da região, em Xanxerê e São Miguel do Oeste, estão totalmente ocupados.
No Planalto Norte e Nordeste, de 293 leitos ativos, para atender uma população de mais de 1,4 milhão de habitantes, apenas 14 estão disponíveis. A maior parte das unidades está 100% ocupada ou, então, tem apenas um leito disponível. Apenas em Joinville, dois hospitais tem um “número maior” de vagas livres, com dois e quatro leitos disponíveis em cada um.
Já na Foz do Rio Itajaí, apenas nove leitos estão disponíveis em hospitais de Balneário Camboriú e Itajaí. Desse total, sete são unidades pediátricas no Hospital Infantil Pequeno Anjo.
Nos leitos de cuidado intermediário e de enfermaria, a maior parte de Santa Catarina apresenta taxa de ocupação considerada moderada, com média de 60,4%. O Sul catarinense concentra a maior demanda de leitos de cuidado intermediário, com taxa de ocupação de 83,3%. Já na Serra, os leitos de enfermaria atingem 71,5%, o maior índice entre as regiões nesta terça-feira.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram abertos mais de 300 leitos de terapia intensiva no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2023. Os novos leitos são utilizados por crianças e adultos em diversas regiões do Estado.
“Os hospitais da Secretaria de Estado da Saúde são referência em alta complexidade e operam com uma taxa de ocupação historicamente elevada, acima de 80%, devido à demanda por procedimentos especializados e atendimentos emergenciais. As cirurgias eletivas e emergenciais, muitas vezes, demandam internação em UTI no pós-operatório, contribuindo para a taxa de ocupação”, explica a SES.
A secretaria ainda reforçou que o sistema de saúde catarinense funciona em rede, garantindo assistência a todos os cidadãos. Caso não haja vagas em um hospital, por exemplo, a regulação busca leitos em outras unidades, inicialmente na mesma região e, se necessário, em outras localidades ou na rede privada.
Leitos neonatal
Com relação aos leitos de UTI neonatal, a região com a maior taxa de ocupação é o Planalto Norte e Nordeste, com 94,7%. Apenas o Hospital Infantil Dr Jeser Amarante Faria, em Joinville, possui dois leitos disponíveis — de 20 ativos —, mas a taxa de ocupação chega a 93,33%.
Segundo a unidade, os leitos estão ocupados predominantemente por recém-nascidos com cardiopatias congênitas, alocados na UTI Neonatal A, e por prematuros e pacientes cirúrgicos na UTI Neonatal B, ambos perfis que demandam assistência intensiva altamente especializada.
“A instituição ressalta que a plena ocupação reflete a elevada demanda regional por atendimentos neonatais de alta complexidade, mantendo-se como referência para casos críticos”, afirmou a direção do hospital.
Expansão da rede de saúde pública
Para atender a demanda, a SES afirmou que segue expandindo a rede pública de saúde. Recentemente, foi inaugurada a nova UTI pediátrica do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com a ampliação de dois leitos.
Também foram inaugurados 10 leitos de UTI neonatal em Rio Negrinho, e abertos quatro leitos de suporte ventilatório no Hospital da Criança, em Chapecó.
Fonte: NSC Total
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