Os gastos com cartão corporativo da Presidência da República têm sido maiores no governo de Jair Bolsonaro do que nos períodos de Michel Temer e de Dilma Rousseff. Na gestão atual, gastou-se, em média, R$ 709,6 mil por mês, o que representa alta de 60% em relação ao governo anterior e de 3% em comparação com a administração petista.
Por mês, Dilma tinha uma média de gastos de R$ 686,5 mil, enquanto Temer despendia R$ 441,3 mil. Os dados são do Portal da Transparência do governo federal, que reúne informações de 2013 a março de 2020 (fatura mais recente). Os valores foram corrigidos pela inflação do período.
Dilma, Temer e Bolsonaro tiveram as mesmas regras para uso dos cartões. Não houve mudança nos critérios desde 2008, segundo o Palácio do Planalto. Naquele ano, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou restrições, como limitação de saques, diante de compras abusivas realizadas com esse recurso.
Antes de assumir o governo, a equipe de Bolsonaro chegou a avaliar o fim desses cartões, que desencadearam um escândalo político com auxiliares do ex-presidente Lula. Os cartões corporativos, porém, ainda continuam funcionando.
Esses meios de pagamento foram criados em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso. Eles são distribuídos a pessoas que ocupam postos-chave da gestão pública e cobrem despesas de urgência pela compra de produtos e serviços ou pela cobertura de gastos de viagens.
Na gestão Bolsonaro, as despesas vinculadas ao gabinete do presidente e a funcionários do Palácio do Planalto aceleraram a partir de outubro do ano passado. O pico foi de R$ 1,9 milhão em um único mês. O valor foi desembolsado em fevereiro de 2020 e registrado no sistema em março, mas sem que a finalidade da despesa, que está praticamente toda sob sigilo, fosse informada.
Essa foi a maior despesa mensal já lançada no Portal da Transparência. O recorde anterior era de Dilma, em outubro (com registro em novembro) de 2014, quando gastou R$ 1,6 milhão, em valores atualizados pela inflação do período. Naquele mês, ocorreu a disputa presidencial na qual Dilma foi reeleita para novo mandato.
Bolsonaro em sua rede social Postou: - Cartão corporativo / despesa.
- 3 aviões da FAB, vinculados à Presidência da República, foram à China buscar brasileiros que estavam em Wuhan. Na operação foram gastos R$ 739.598,00 com cartão corporativo.
- Ao contrário do noticiado, retirando despesas extraordinárias, nossos gastos seguem na média de anos anteriores.
Fonte: Portal Peperi
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