Temperaturas médias de julho devem ser as maiores dos últimos 60 anos

Por João Bresolin, São Miguel do Oeste

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Temperaturas médias de julho devem ser as maiores dos últimos 60 anos
Foto Arq: Marcos de Lima/Portal Peperi

As temperaturas médias registradas neste mês de julho devem ser as maiores dos últimos 60 anos. A afirmação é do engenheiro agrônomo da Climaterra de São Joaquim, Ronaldo Coutinho.

Durante suas participações diárias nas emissoras afiliadas à Rede Peperi ele trouxe esse dado e frisou que a região Extremo Oeste catarinense já vive uma estiagem. Conforme ele, o que chama atenção nas últimas semanas é o calor constante, ou seja, vários dias seguidos com temperaturas próximas ou acima de 30ºC em pontos da região.

Segundo ele, esse calor em pleno inverno prejudica principalmente quem trabalha com a fruticultura, visto a brotação de várias espécies, entre elas, caquis, uvas, mirtilos, entre outras.

Ronaldo Coutinho projetou que o mês de julho deve encerrar com pelo menos 3ºC acima da média histórica, pois apesar do frio intenso desta sexta-feira, 29, sábado, 30, e domingo, 31, onde a temperatura deve chegar próximo de 0ºC, os mapas apontam temperaturas acima da média para o mês.

Em relação a agosto, o mês será normal e com frio intenso. Já em relação ao nível de chuva, julho vai terminar abaixo da média e agosto também não há indicativos de bons volumes.

Ronaldo Coutinho ressaltou que em pontos da região houve chuva entre 30 e 40 milímetros. Já em São Miguel do Oeste, a média ficou entre 40 e 60 milímetros de chuva.

O engenheiro agrônomo da Climaterra de São Joaquim comentou que tanto as fortes chuvas enfrentadas há alguns meses, quanto o período de estiagem vivido neste momento é consequência do efeito La Niña, e por isso ocorrem chuvas em excesso por várias semanas consecutivas e também falta de água por outro período semelhante ou até maior.

Ele explicou que os mapas não mostram um volume razoável de chuva para os próximos meses e por isso a orientação é que as famílias façam a captação de água por meio das cisternas.

Coutinho pontuou ainda que o período La Niña vai até meados de janeiro e até lá, os volumes de água não devem ser expressivos.

Fonte: Portal Peperi

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