A indústria catarinense perdeu 1.647 vagas de trabalho com carteira assinada em agosto e a tendência é de piora nos próximos meses. O alerta é do vice-presidente regional da FIESC no Extremo Oeste, Astor Kist, que apontou o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos como o principal fator por trás das demissões.
Em entrevista ao programa Peperi Entrevista, Kist avaliou os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e destacou que este foi o primeiro resultado mensal negativo do setor industrial em 2025.
Na microrregião, o cenário também preocupa. Em São Miguel do Oeste, por exemplo, a indústria fechou 13 postos de trabalho no mesmo período.
“Estamos pagando uma conta que não é nossa. Essa crise vem da falta de entendimento entre os países, agravada por disputas políticas e ideológicas. E quem sofre é o setor produtivo”, afirmou o vice-presidente.
Ainda nesta semana, o BNDES anunciou a liberação de R$ 316 milhões em crédito via Plano Brasil Soberano para apoiar empresas catarinenses atingidas pelas medidas tarifárias dos EUA. Para Kist, apesar de bem-vindos, os recursos não resolvem o problema estrutural.
“Ajuda, claro, mas não elimina os impactos do tarifaço. A tendência é de mais cortes de pessoal se o cenário externo não mudar”, completou.
Fonte: Portal Peperi
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