Surto de doença leva ao fechamento de escolas em Belmonte

Por Marcos Herbert, Iporã do Oeste

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Surto de doença leva ao fechamento de escolas em Belmonte
Centro de Educação Infantil Pingo de Ouro | Foto: Ascom/Arquivo

A Secretaria de Educação, em parceria com a Secretaria de Saúde, por intermédio da Vigilância Sanitária e Epidemiológica do município de Belmonte, anunciou no final da manhã desta quarta-feira, 17, o fechamento das unidades escolares Pingo de Ouro e Bela União, em virtude de um surto da doença conhecida como “mão, pé, boca” entre as crianças de zero a cinco anos.

A medida foi adotada afim de realizar a desinfecção e para obedecer um período de quarentena para eliminar o vírus das instalações, brinquedos e utensílios. A orientação aos pais é de que evitem enviar as crianças para a escola ou para outras atividades em grupos, caso apresentem febre ou lesões nas mãos, pés e boca.

O que é a doença

A doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

Sinais característicos da doença

– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;

– aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;

– erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;

– mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;

– por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

Transmissão

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

Tratamento

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

Fonte: Portal Peperi

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