Suinocultores comemoram bom momento da atividade, mas comportamento futuro do mercado preocupa

Por Adilson Kipper, Iporã do Oeste

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Suinocultores comemoram bom momento da atividade, mas comportamento futuro do mercado preocupa

De acordo com o gerente de suinocultura da Cooper A1, Paulo Costa Curta, o crescimento mais acentuado na atividade está sendo registrado há cerca de um ano, na faixa de 20% na abrangência da cooperativa. Atualmente são 820 integrados.

Ele cita que somente nos quatro frigoríficos da Aurora Alimentos, a cota diária de abate da Cooper A1 é de 4.500 suínos. Na JBS são 150 animais, mas a partir de abril de 2021 passará para 500 suínos abatidos por dia.

Costa Curta ressalta que a grande demanda no abate se deve principalmente pelo aumento no consumo do mercado externo, principalmente a China, que é o maior importador da carne suína catarinense e brasileira. O país chinês ainda sofre as conseqüências da peste suína, que reduziu de forma significativa o plantel de animais.

A suinocultura é uma atividade sempre sujeita a crises e riscos de perda financeira. A avaliação é do gerente de suinocultura da Cooper A1, que está há quase 30 anos na atividade.

Paulo Costa Curta afirma que o crescimento da atividade neste ano foi uma explosão, o que de certa forma causa preocupação com o comportamento futuro do mercado, considerando que sempre que o setor está em alta investimentos são feitos para aproveitar o momento.

O gerente de suinocultura comenta que a expectativa é também pela melhora do mercado interno, em que houve uma retração no consumo. Ele diz que esta é uma das estratégias para que o país seja menos independente dos mercados externos, pois se a China voltar a produzir carne suficiente irá cortar a exportação brasileira.

Costa Curta lembra que é importante o produtor aliar o investimento em tecnologias, mas também em mão de obra humana para garantir o bem estar animal.

Fonte: Portal Peperi

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