O Plenário do Senado aprovou, nesta semana, o projeto de lei (PL) que permite o monitoramento de agressores de mulheres por meio de tornozeleiras eletrônicas. O objetivo é garantir o cumprimento de medidas protetivas em casos de violência doméstica e familiar. O texto também prevê que a vítima e a polícia sejam alertadas sobre uma aproximação indevida do agressor.
O PL, do deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), recebeu voto favorável da relatora, a senadora Leila Barros (PDT-DF), e agora vai à sanção.
“Nós sabemos que muitas das mulheres que são vítimas de feminicídio morrem mesmo com medida protetiva. Temos que buscar todo tipo de mecanismo para que possamos ajudar essas mulheres que se sentem ameaçadas. Vamos à luta”, disse Leila.
O texto aprovado prevê que o juiz também pode oferecer dispositivo de segurança — como um aplicativo de celular ou "botão do pânico" — que alerte a vítima e a polícia em caso de aproximação ilícita do agressor. Isso porque a medida protetiva de urgência limita os locais que o infrator pode frequentar, com o objetivo de proteger a mulher.
Proteção
De acordo com a Lei Maria da Penha, de 2006, em casos de violência doméstica e familiar o juiz pode aplicar de imediato medidas como afastamento do lar, proibição de aproximação e contato com a vítima e comparecimento a programas de reeducação, entre outras. O texto aprovado inclui o monitoramento eletrônico a essa lista.
A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), que sugeriu o projeto para ser pautado no Plenário, disse que diversos dispositivos poderão ser usados para o monitoramento, como tornozeleiras, pulseiras, chaveiros e celulares. Ela também afirmou que a proposta é uma medida necessária diante da realidade de algumas relações abusivas.
“Você não consegue coibir o agressor quando ele quer matar uma mulher, é muito difícil. Ela tem que se esconder, realmente, senão ele a mata”, lamentou.
O senador Paulo Paim (PT-RS) foi relator do projeto na Comissão de Direitos Humanos (CDH). Ele disse que vai trabalhar para que o texto seja sancionado e vire lei.
Trabalho conjunto
Será arquivado o PL 5.512/2023, do senador Magno Malta (PL-ES), que tramitava em conjunto, pois trata do mesmo tema. Malta lembrou que foi autor do projeto de lei que deu origem à Lei da Tornozeleira Eletrônica, em 2010.
“O risco é verdadeiro e virou regra, não é exceção. Essa medida vem em boa hora. O botão do pânico é muito importante, mas, sozinho, ainda é muito pouco. [Com] a tornozeleira aliada ao botão do pânico nós criamos muita dificuldade para o valentão que gosta de bater em mulher”, finalizou.
Fonte: Portal Peperi
Idoso fica ferido em colisão entre carro e moto em Itapiranga
Três internos são isolados após suspeita de catapora no Presídio de São Miguel do Oeste
São Miguel do Oeste realiza 4º Fórum Municipal da Pessoa Idosa
Jorginho Mello defende respeito às urnas após derrota de Flávio Bolsonaro
Chuvas interditam estrada e levam Descanso a decretar situação de emergência
SC amplia para R$ 2,5 milhões limite mensal de créditos de ICMS para produtores rurais
El Niño pode provocar chuva acima da média no Oeste de SC até janeiro
Inicia nesta quinta-feira Feira do Livro de São João do Oeste
SC Rural 2 recebe 1.352 propostas de agricultores e pescadores de SC
Valdemar diz que 'ninguém aprovou' carta de Flávio Bolsonaro
Prefeitura autoriza construção de novo Supermercado Bonno ao lado da Havan em SMO
Nove escolas participam do primeiro torneio de robótica na Unoesc em SMO