Apenas 39% das escolas públicas de anos finais do ensino fundamental (5º ao 9º ano) de Santa Catarina têm laboratórios de ciência. No ensino médio, o índice é de 56,2%, aponta o Anuário Brasileiro da Educação Básica, divulgado nesta quinta-feira (25) pela ONG Todos Pela Educação.
Entre todos os estados do país, Santa Catarina aparece em quarto lugar no ranking do ensino fundamental II, atrás do Paraná, Distrito Federal, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Em todo o Brasil, em média, 20% das escolas públicas dessa fase têm laboratório de ciências.
Já no ranking do ensino médio, Santa Catarina fica em décimo lugar, atrás de nove estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Rondônia. A média brasileira nesta fase é de presença de laboratórios em 46,9% das escolas.
O NSC Total entrou em contato com a Secretaria do Estado de Educação, mas não obteve um posicionamento até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.
A importância do equipamento
Especialistas alertam que a carência desses espaços práticos vai muito além de uma simples deficiência de infraestrutura. Isto porque ela impacta na compreensão dos alunos e o interesse pelas disciplinas. Sem a experimentação, conceitos científicos abstratos tornam-se mais difíceis de entender.
— Aprender ciências não é apenas estudar nos livros os processos biológicos, físicos e químicos. É fundamental que nossos estudantes possam agir, isto é experimentar a partir das orientações docentes — diz o professor André Lázaro, diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, uma das responsáveis pelo anuário da Educação, junto à Todos Pela Educação e Editora Moderna.
Além de facilitar o aprendizado, o laboratório é o ambiente ideal para ensinar o método científico:
— A curiosidade, o interesse e a participação devem ser estimulados e os laboratórios de ciências criam as condições para que os estudantes se envolvam nos estudos dessas áreas. Assim, eles ganham maior autonomia, buscam soluções para questões desafiadoras e vivenciam processos de aprendizagem mais significativos.
Conforme o especialista, para resolver o problema, são necessários maiores investimentos. Apesar de ter havido avanços recentes, a infraestrutura escolar ainda é precária e os professores são mal remunerados.
— Houve expressivo crescimento do gasto por aluno ao longo da última década. No entanto, o rendimento médio dos docentes ainda equivale a 86% do rendimento de demais profissionais com nível superior. Em comparação com outros países, o gasto por aluno no Brasil é de 3,7 mil dólares/ano, enquanto Portugal investe 10,5, Espanha 10,7, sem falar na Noruega 17,8 — pontua.
Fonte: Portal Peperi
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