Santa Catarina registrou três mortes por ingestão de metanol nos últimos nove anos, segundo informações do Centro de Informações e Assistência Toxicológica (Ciatox/SC) enviadas ao NSC Total nesta quarta-feira, 1°. Neste ano, cinco pessoas morreram por suspeita de consumir bebidas alcoólicas contaminadas pela substância em São Paulo e outros 17 casos seguem em investigação pela Polícia Civil.
De acordo com o Ciatox, os casos foram registrados em 2016, 2022 e 2022, todos envolvendo etilistas crônicos que beberam metanol em grande quantidade, não envolvendo bebidas alcoólicas contaminadas como os casos recentes confirmados em São Paulo. Em 2025, até o momento, não temos registros de ingestão da substância no Estado.
O órgão informou que não tem registros de outros casos de ingestão de metanol além das três mortes registradas. Outras situações envolvem pequenos casos acidentais/ocupacionais de inalação ou respingos em ambiente de trabalho, manipulando o produto. Todos casos considerados leves.
A divulgação dos números sobre ingestão de metanol em Santa Catarina acontece em meios aos casos de contaminações e mortes em São Paulo de pessoas que consumiram bebidas alcoólicas batizada pela substância nos últimos meses.
Até a publicação desta reportagem, cinco mortes foram confirmadas e outros 17 casos suspeitos seguiam em investigação pela Polícia Civil de São Paulo. Em Pernambuco, há três casos suspeitos em investigação. Entre eles, dois pacientes morreram e um perdão a visão.
O que acontece com o corpo após a ingestão de metanol?
De acordo com Danielle Bibas Legat Albino, gerente do Ciatox/SC, o metanol é altamente tóxico com rápida absorção. Os sintomas iniciais se assemelham à intoxicação por álcool comum (etanol), como tonturas, fala arrastada, andar cambaleante, raciocínio lento, sonolência. Os sintomas apresentados dependem de cada indivíduo e da quantidade ingerida.
— Sua principal toxicidade é secundária à metabolização, em formaldeído e ácido fórmico. São esses produtos metabólicos os responsáveis pelas características tóxicas mais graves, incluindo acidose metabólica e cegueira. Os sintomas mais graves começam a aparecer após um período de seis a vinte e quatro horas após o consumo, com náuseas, vômitos, respiração acelerada e alteração visual — destaca.
Em caso de ingestão, o primeiro órgão atingido é o fígado, que transforma o metanol em outras substâncias que atingem a medula e o cérebro, provocando os sintomas já descritos acima. O sangue fica ácido e o nervo óptico também pode sofrer lesões, além de provocar insuficiência pulmonar e ataca os rins.
De acordo com o Ministério da Saúde, o caso é considerado suspeito quando o paciente, que ingeriu bebida alcoólica, apresenta a persistência ou piora de sintomas, como embriaguez persistente, desconforto gástrico e alteração visual, entre 12 horas e 24 horas após o consumo.
Alastair Hay, professor especialista em toxicologia ambiental da Universidade de Leeds, no Reino Unido, explicou ao g1 que o tratamento, em alguns casos, pode ser feito om álcool (etanol) para “competir” com a metabolização do metanol. Mas isso deve ser feito rapidamente.
— O etanol atua como um inibidor competitivo, impedindo em grande parte a metabolização do metanol, mas retardando-a consideravelmente, permitindo que o corpo libere o metanol dos pulmões e um pouco por meio dos rins, e um pouco pelo suor — explica Alastair Hay.
O oftalmologista Fábio Ejzenbaum, da Santa Casa de São Paulo, explica que sintomas como alterações visuais, mal-estar persistente por mais de 12 horas e convulsões são sinais de alerta.
— Não é todo mundo que sai para beber que se intoxica por metanol, mas alguns sintomas são um alerta. É preciso procurar atendimento de emergência.
O que diz o Procon SC?
Em nota divulgada nesta terça-feira (30), o Procon de Santa Catarina se manifestou sobre os casos de intoxicação de metanol em bebidas alcoólicas. Segundo o órgão, o foco da atuação, neste momento, é no recebimento de denúncias. Não estão previstas novas ações de fiscalização além das já programadas contra produtos falsificados, que inclui bebidas alcoólicas e também medicamentos, vestuário, brinquedos e bebidas alcoólicas.
— Na hora de consumir algum produto, verifique a embalagem ou se há erros de português no rótulo. Isso são indícios de bebidas falsificadas. Tendo qualquer sintoma, além de procurar um médico, denuncie ao Procon! Estaremos recebendo essas informações para apurar todos os casos — recomenda a delegada Michele Alves, diretora do Procon/SC.
Fonte: Portal Peperi
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