São Miguel gerou 314 empregos formais no 1º bimestre de 2023

Por Marcos Meller, São Miguel do Oeste

Compartilhar
São Miguel gerou 314 empregos formais no 1º bimestre de 2023

Nos dois primeiros meses do ano, São Miguel do Oeste abriu 314 postos de trabalho formais. Essa é a diferença entre o total de contratações e desligamentos registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. O resultado é três vezes maior do que o número do mesmo período do ano passado quando foram abertas 91 vagas com carteira assinada. Neste ano, a indústria lidera com 204 empregos gerados. O setor de serviços abriu 89 vagas e agropecuária gerou 15 postos. Comércio e construção tem o mesmo saldo: três contratações a mais do que o total de demissões cada um.

Em fevereiro, o saldo foi de 87 empregos com carteira assinada gerados na cidade. O resultado é cerca de 60% superior ao mesmo mês do ano passado. Em fevereiro deste ano, o melhor saldo de emprego formal foi o do setor de serviços, com 57 contratações a mais do que o total de desligamentos. A indústria teve 28 vagas criadas, seguida pelo segmento agropecuário com oito postos de trabalho abertos. O comércio teve saldo zero e a construção civil teve saldo negativo fechando seis empregos com carteira assinada.

Resultados surpreendentes

Nesta semana, o programa Boa Tarde Peperi repercutiu os números da geração de emprego formal no primeiro bimestre do ano. De acordo com o vice-prefeito, Edenílson Zanardi, o município parece sentir menos os efeitos da conjuntura nacional e mantém, há muitos meses, um viés de alta na geração de emprego. Ele disse que o resultado é reflexo de vários setores, entre eles, a característica empreendedora da comunidade. Zanardi citou que a cidade está em franca expansão e a expectativa é que o ano termine com um saldo superior a mil postos de trabalho abertos.

Confira a entrevista com Edenílson Zanardi

Na visão do diretor de operações doSenai, entidade ligada a Federação das Indústria, Ivanor Finatto, os números de São Miguel do Oeste foram surpreendentes. Neste ano, a indústria lidera com 204 empregos gerados. Finatto disse que a projeção do setor era de um desempenho menor, especialmente em razão das preocupações da classe empresarial com a mudança de governo e as incertezas em relação aos rumos da economia. O diretor de operações do Senai ressaltou que o agronegócio é muito forte na região e isso explica o sado positivo do município na geração de emprego formal.

Confira a entrevista com Ivanor Finatto

Se por um lado a indústria teve um saldo expressivo de empregos abertos com carteira assinada, o comércio teve um resultado tímido: apenas três vagas foram geradas no primeiro bimestre. O presidente da CDL, Juares dos Santos júnior disse que os números não são bons, mas não significam que o setor está retraído ou em crise. Ele explicou que o comércio tem necessidade, quer contratar mais e existem muitas empresas com vagas abertas. O problema é que faltam trabalhadores com as qualificações necessárias para preencher as vagas abertas.

Confira a entrevista com Juares dos Santos Júnior

Fonte: Portal Peperi

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi