O exército russo voltou a atacar várias cidades ucranianas neste sábado (31), a poucas horas da comemoração do Ano Novo, especialmente a capital, Kiev, onde após a meia-noite também foram registradas várias explosões.
Meia hora depois de 2023 começar, várias detonações sacudiram dois distritos da capital ucraniana, informou pela rede Telegram o prefeito Vitali Klitschko, acrescentando que no momento não havia informações sobre vítimas.
Pouco antes, em seu discurso de fim de ano, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, assegurou que seu país vai lutar até a “vitória”.
“Lutaremos e continuaremos lutando. Para tornar realidade esta palavra: a vitória”, declarou Zelensky em sua mensagem de fim de ano.
No mesmo dia, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que “a justiça moral” está do lado da Rússia.
Quase paralelamente a este discurso, jornalistas da AFP ouviram pelo menos 11 explosões em Kiev, enquanto a cidade se preparava para celebrar o Ano Novo apesar dos mais de dez meses de guerra.
Segundo o prefeito da capital, pelo menos uma pessoa morreu e 22 ficaram feridas nos bombardeios. A fachada do hotel Alfavito, no centro da cidade, foi destruída, deixando escombros na rua, segundo jornalistas da AFP.
As calçadas próximas ficaram cobertas de vidro de janelas quebradas, incluindo as do Palácio Nacional das Artes.
O cineasta Yaroslav Mutenko, de 23 anos, morador do bairro, disse que estava tomando banho para ir a uma festa de Ano Novo quando ouviu a explosão. O último bombardeio russo não lhe tirou a vontade de ir.
“Nossos inimigos, os russos, podem destruir nossa calma, mas não podem destruir nosso espírito. Este ano é importante ter gente por perto”, afirmou.
Após os bombardeios deste sábado, Zelensky disse que a “Ucrânia não vai perdoar” a Rússia e afirmou que “aqueles que ordenaram estes ataques, aqueles que os executaram, não serão indultados”.
As autoridades ucranianas também relataram destruição e incêndios em Mykolaiv, no sul, onde pelo menos seis pessoas ficaram feridas. Em Khmelnitsky, no oeste, houve quatro feridos.
Segundo o chefe do Estado-maior ucraniano, Valerii Zaluzhnyi, as forças russas dispararam 20 mísseis de cruzeiro, inclusive de bombardeiros no Mar Cáspio – 12 deles foram abatidos pela defesa antiaérea.
Após sofrer vários reveses militares no terreno, a Rússia optou, desde outubro, por bombardear as infraestruturas ucranianas, deixando milhões de pessoas sem luz e água corrente em pleno inverno.
Ainda neste sábado, em sua mensagem de Ano Novo transmitida pela televisão, Vladimir Putin garantiu que a “justiça moral e histórica” estava “do lado” de seu país.
Fonte: Portal Peperi
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