Foi realizado no auditório do Colégio São Miguel, em São Miguel do Oeste, o lançamento do programa Catarinas Por Elas, iniciativa da Secretaria de Estado da Educação voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher no ambiente escolar. O evento reuniu representantes da educação, forças de segurança e entidades que atuam na proteção dos direitos das mulheres.
A supervisora regional de Educação, Rosângela Fiameti, destacou que o programa foi lançado oficialmente no dia 12 de março, em Florianópolis, com apoio do Governo do Estado, e tem como foco principal o respeito nas relações. Segundo ela, a proposta busca trabalhar o tema com estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio, envolvendo meninos e meninas em discussões sobre convivência, igualdade e prevenção à violência.
Rosângela ressaltou ainda que o programa será desenvolvido ao longo de todo o ano letivo, integrado aos componentes curriculares, e não como uma ação pontual. A iniciativa também prevê atividades especiais, como a Semana do Respeito, que antecede o Dia da Família na Escola, no segundo sábado de abril. O programa será aplicado nas 18 escolas da Coordenadoria Regional de Educação, além da Casa Familiar Rural, e em toda a rede estadual, que conta com mais de mil unidades.
O evento de lançamento foi direcionado a profissionais da educação, como diretores e coordenadores dos Núcleos de Educação e Prevenção (NEPRE), que serão responsáveis por implementar as ações nas escolas.
Um dos palestrantes do encontro, o delegado Cléverson Müller, destacou a importância da participação da Polícia Civil em iniciativas preventivas. Ele enfatizou que, além da atuação repressiva, a instituição também desenvolve ações educativas e de conscientização, em parceria com a rede de ensino e outros órgãos.
De acordo com o delegado, os números de violência doméstica na região do Extremo-Oeste têm apresentado aumento, especialmente entre os anos de 2024 e 2025. Os casos mais comuns envolvem lesão corporal, ameaça, vias de fato e descumprimento de medidas protetivas. A faixa etária com maior incidência é de 25 a 34 anos, embora a violência atinja diferentes públicos, sem distinção de classe social ou local de residência.
Cleverson reforçou que o trabalho de prevenção nas escolas é fundamental para mudar essa realidade a longo prazo, promovendo desde cedo valores como respeito e igualdade. Ele também destacou a importância da integração entre Polícia Civil, Polícia Militar e demais instituições no combate à violência doméstica.
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