Segue em andamento o prazo para a declaração do Imposto Territorial Rural e também do Certificado de Cadastro do Imóvel Rural, mais conhecidos por ITR e CCIR.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel do Oeste, Lirio Wathier, o período iniciou na metade do mês passado e segue até o final deste mês.
Segundo ele, até o começo da última semana, o índice de agricultores que buscaram o sindicato visando os documentos era expressivo e já ultrapassa a marca de 60% dos associados, ficando em torno de 65%.
Conforme ele, o principal documento no momento é o ITR, porém, alguns também estão fazendo o CCIR.
Lirio Wathier alertou que a declaração do Imposto Territorial Rural é de extrema importância e merece atenção por parte dos agricultores, sendo que, dessa forma, não deve ser deixado de lado, evitando perder o prazo legal e também complicações futuras, haja visto, que aqueles que não fizerem o documento até o final deste mês terão que pagar multa de R$ 50,00 e terão problemas no CPF.
Ele lembrou que a situação piorou muito desde o começo deste mês, quando a unidade da Receita Federal situada em São Miguel do Oeste fechou e caso haja alguma irregularidade no CPF, os agricultores terão que se deslocar até Chapecó, dificultando nesses casos a resolução das questões.
Ele comentou que o ITR é um documento anual que precisa ser feito e o sindicato atende ao menos três municípios da região, sendo Paraíso, Bandeirante e São Miguel do Oeste.
Questionado sobre a quantidade de agricultores associados que precisam fazer a documentação, Wathier disse que em Bandeirante são cerca de 320 famílias que precisam do documento e em Paraíso a quantidade é um pouco superior, chegando a 340. Já em São Miguel do Oeste são entre 700 a 750 documentos que precisam ser feitos, totalizando entre 1.350 a 1.400.
Ele comentou que além do sindicato, outros locais também fazem o ITR e CCIR, sendo que alguns agricultores também estão fazendo em casa a declaração, porém, frisou que em caso de dificuldade ou erro, o sindicato deve ser procurado, haja visto que os profissionais passam por treinamentos constantes.
Ele explicou que o CCIR é o antigo Incra e esse documento até poderá ser feito no mês que vem, porém, haverá um acréscimo no valor, situação diferente do ITR que obrigatoriamente terá que ser feito até o final deste mês.
O sindicalista abordou ainda sobre o trabalho de georreferenciamento que também segue sendo executado, porém, terá uma duração maior que os 60 dias previstos inicialmente e explicou que isso ocorreu visto as várias dúvidas dos agricultores aliados à alta demanda em São Miguel do Oeste.
Wathier garantiu que o trabalho executado está sendo o melhor possível e o único custo para os agricultores será no registro de imóveis, sendo que o georreferenciamento de fato, será pago pelo governo de Santa Catarina.
Fonte: Portal Peperi
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