Com a previsão de formação do fenômeno El Niño no próximo semestre, o governo de Santa Catarina já monitora os possíveis impactos e intensifica ações preventivas em diferentes regiões do Estado. Entre as medidas estão a limpeza e desassoreamento de rios, capacitação de equipes da Defesa Civil e retirada de árvores em áreas de risco. As barragens do Alto Vale do Itajaí, consideradas fundamentais no controle de cheias, seguem operando, embora ainda apresentem necessidade de manutenção em alguns pontos.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, especialmente na região próxima ao Peru. Quando a temperatura ultrapassa em 0,5°C a média, há maior evaporação e formação de nuvens carregadas, desencadeando um efeito climático que aumenta a frequência e o volume das chuvas no Sul do Brasil. Além disso, o fenômeno altera a circulação de ventos, dificultando o avanço de frentes frias e prolongando sua permanência na região.
De acordo com a NOAA, a probabilidade de o El Niño se estabelecer durante o inverno é de 61%, podendo se estender até o verão. Apesar disso, o fenômeno ainda não está oficialmente configurado, já que são անհրաժեշտ cerca de seis meses consecutivos de aquecimento acima da média para sua confirmação. Mesmo assim, os efeitos iniciais já podem influenciar o clima global nas próximas semanas.
Meteorologistas destacam que, independentemente da intensidade, o cenário exige atenção. A tendência é de aumento significativo nas chuvas, especialmente na primavera e no verão — períodos que já registram altos volumes históricos em Santa Catarina. O alerta inclui risco elevado de enxurradas, alagamentos, deslizamentos e tempestades severas com vento e granizo.
Diante disso, o Estado prepara a Operação Primavera 2026, prevista entre 1º de junho e 21 de setembro, com foco em áreas vulneráveis. A partir do início da estação, equipes da Defesa Civil devem atuar em regime de plantão para resposta rápida a eventuais ocorrências.
Especialistas ressaltam, porém, que não há motivo para pânico. Eventos extremos não dependem apenas do El Niño, mas da combinação de diversos fatores climáticos. O exemplo mais recente foi a catástrofe registrada no Rio Grande do Sul em 2024, resultado de um conjunto de condições atmosféricas e oceânicas.
Além dos impactos urbanos, o fenômeno também deve afetar o setor agropecuário, com reflexos nas safras de 2026 e 2027. Por isso, órgãos como a Epagri/Ciram reforçam a importância do monitoramento constante e da adoção de medidas preventivas.
Enquanto isso, o acompanhamento climático segue sendo essencial. A orientação dos especialistas é clara: manter atenção às atualizações meteorológicas e reforçar ações de prevenção para reduzir possíveis danos causados pelo excesso de chuva.
Fonte: NSC Total
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