A Polícia Civil de Santa Catarina reforça, durante a Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, a importância do trabalho conjunto com a Polícia Científica para auxiliar na identificação e localização de pessoas desaparecidas.
Em entrevista à Rádio Peperi, o delegado da comarca de São Miguel do Oeste, Sandro Zancanaro, explicou que todo desaparecimento deve ser registrado por meio de boletim de ocorrência. A partir disso, as forças de segurança iniciam as buscas e levantamentos para tentar localizar a pessoa.
Segundo o delegado, Santa Catarina possui uma delegacia especializada em pessoas desaparecidas, localizada em Florianópolis, que coordena e acompanha os trabalhos realizados pelas delegacias de todo o Estado. Na região, São Miguel do Oeste possui atualmente oito pessoas que ainda não foram localizadas. Dionísio Cerqueira aparece na sequência, com seis desaparecidos. Itapiranga e Palma Sola possuem dois casos cada.
Zancanaro destacou que, na maioria das ocorrências, as pessoas são encontradas poucas horas ou alguns dias após o desaparecimento. Em alguns casos, principalmente envolvendo adultos, a pessoa é localizada em segurança, mas manifesta o desejo de não informar à família ou tornar público o seu paradeiro. Nestas situações, as autoridades verificam se ela está bem e respeitam sua decisão.
O delegado também relatou que muitos casos envolvem jovens que deixam suas residências por conflitos familiares ou relacionamentos. Há ainda ocorrências envolvendo idosos, especialmente pessoas com problemas de saúde, que podem se afastar e acabar desorientadas.
De acordo com Zancanaro, o número de registros de desaparecimento vem aumentando nos últimos anos no Extremo-Oeste. A região costumava registrar, em média, dois ou três casos de pessoas que permaneciam desaparecidas por ano. Somente neste ano, já foram contabilizadas seis pessoas que ainda não foram localizadas, segundo os dados mencionados pelo delegado.
A integração entre as forças de segurança também é considerada fundamental. Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal podem atuar nas buscas, dependendo das características de cada caso.
O delegado ressaltou ainda a importância da parceria com a Polícia Científica, especialmente na identificação genética. Segundo ele, em situações como homicídios ou acidentes em que a identificação da vítima se torna difícil devido ao tempo decorrido, a análise de DNA pode ser fundamental.
As informações sobre pessoas desaparecidas em Santa Catarina estão disponíveis ao público no site da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Desaparecidos. É possível consultar fotografias e dados das pessoas procuradas, inclusive utilizando filtros como cidade, idade e tempo de desaparecimento. A população pode contribuir informando às autoridades caso reconheça alguém ou tenha informações que possam ajudar na localização.
A orientação é que, diante de um desaparecimento, o registro do boletim de ocorrência seja feito o quanto antes, para que as forças de segurança possam iniciar imediatamente os procedimentos de busca e investigação.
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