A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 07, a “Operação Boi Viajando” para conter o contrabando de gado vindo da Argentina.Estima-se que, por meio de propriedades na divisa entre os dois países, cinco criadores de gado tenham introduzidos ilegalmente no mercado do Brasil cerca de 5,7 mil bovinos, avaliados em R$ 14,2 milhões.
Cerca de 50 policiais federais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Dionísio Cerqueira (SC), Barracão (PR), Bom Jesus do Sul (PR) e Santo Antônio do Sudoeste (PR). As medidas judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Foz do Iguaçu (PR).
“Hoje apreendemos documentos e encontramos uma grande quantidade de vinhos em um dos locais. Agora vamos analisar esses documentos para dar continuidade na investigação que tramita na Justiça Federal de Foz do Iguaçu”, relatou o delegado da Polícia Federal, Márcio Anater.
Segundo a investigação, que durou quase dois anos, os contrabandistas trabalhavam em áreas na fronteira entre o Brasil e a Argentina, o que teria dificultado descoberta dos crimes por parte da polícia. O grupo criou um sistema que simulava a aquisição de gado de outras regiões do Paraná, como se viessem para as suas propriedades e com isso, poderiam expedir o Guia de Trânsito Animal para a mesma quantidade de animais que importavam ilegalmente.
“Aquele que acreditamos ser o chefe desse grupo que visitamos hoje movimentou 4,5 mil cabeças de bovinos neste período”, revelou o delegado.
Outra situação constatada pela Polícia Federal era a simulação de nascimentos. Em uma das propriedades o criador chegou a declarar que em apenas dois meses nasceram 50 bezerros, porém nenhum deles era fêmea, enquanto nos quatro anos anteriores, embora o rebanho ter aproximadamente 50% de vacas, não havia ocorrido nenhum nascimento.
Os crimes investigados são de contrabando, associação criminosa, falsidade ideológica e infração de medida sanitária preventiva, com penas máximas que somam 18 anos de reclusão.
Riscos à pecuária
A entrada clandestina de bovinos no país causa grave risco de introdução de doenças como a febre aftosa, já que o Paraná e Santa Catarina são Estados “livres de aftosa sem vacinação”, enquanto a Argentina é considerada “livre de aftosa com vacinação”.
Santa Catarina se mantém como referência em saúde animal e defesa agropecuária. Neste ano, o estado comemora 15 anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal.
O status sanitário diferenciado foi fundamental para que o estado se tornasse o maior produtor e exportador de carne suína de todo o país, além de abrir as portas para os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.
Como a febre aftosa é uma doença com alto risco sanitário e gera um enorme impacto econômico, alguns países só compram carnes de áreas livres da doença sem vacinação — onde não existe circulação do vírus e, consequentemente, o controle sanitário é mais rígido.
Desde a suspensão da vacina em Santa Catarina, o estado se consolidou como grande produtor e exportador de carnes, com acesso aos mercados mais exigentes do mundo. Atualmente, a produção catarinense é comercializada em mais de 150 países e os embarques de produtos de origem animal respondem por 38% de todo comércio internacional catarinense.
O último foco de febre aftosa em Santa Catarina ocorreu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007 representantes do Governo do Estado compareceram à Assembleia Mundial da OIE para receber o certificado que fez do estado a única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil.
Outro crime
Um dos investigados pelo contrabando de gado também é suspeito do crime de descaminho de vinhos na Operação Formiga III. Nesta quarta-feira, aproveitando a ação, os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do homem.
O suspeito, segundo a polícia, construiu uma “empresa fantasma” em Salgado Filho (PR) para emissão de notas fiscais ideologicamente falsas, com o objetivo de acobertar remessas de vinhos argentinos descaminhados. Ele já possui diversas condenações por contrabando e descaminho praticados na região.
“Os prejuízos causados à Fazenda Nacional com a sonegação de impostos são imensuráveis, uma vez que eram feitas falsas declarações nas notas fiscais emitidas. Nos documentos fiscais constava se tratar de vinho colonial, mas que, em verdade, eram remessas de vinhos argentinos, objeto de descaminho”, afirmou a Polícia Federal em nota.
Fonte: Portal Peperi
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