Pela primeira vez em 14 anos, cinco irmãos foram adotados pela mesma família, sem separação. O caso aconteceu neste mês e é considerado uma adoção atípica, já que normalmente grupos grandes acabam sendo adotados por famílias diferentes.
Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a decisão foi confirmada pela Vara da Infância e Juventude de Lages, na Serra catarinense, permitindo que as crianças passassem o Natal já integradas a um novo lar.
O casal adotante já tinha três filhos adultos e precisou mudar completamente a rotina e até de casa para acolher os cinco novos filhos, passando a ser uma família de dez pessoas.
Mesmo tendo inicialmente o desejo de adotar apenas duas crianças, o casal decidiu acolher os cinco irmãos após conhecer a história deles. Os filhos mais velhos apoiaram totalmente a decisão e participaram ativamente do processo, inclusive escolhendo os nomes das crianças como forma de reforçar o sentimento de pertencimento à família.
“Ficamos grávidos por um mês, até a chegada das crianças. Foi tudo muito rápido. Queríamos dois. Vieram cinco. Nós sabíamos que seriam nossos. Tudo com eles é melhor. A ida ao mercado ou à igreja é diferente. No carro, tocam outras músicas, as infantis”, destacam os pais.
“Sempre dissemos que nossa casa tinha espaço para mais amor. Quando conhecemos a história deles, entendemos que não era sobre números, mas sobre união. Hoje somos dez, e nosso coração está completo”, destacam os pais.
Segundo o TJSC, o Judiciário teve papel fundamental na adoção, especialmente da equipe de assistência social, que realizou uma busca cuidadosa por famílias em vários lugares, inclusive fora do estado e do país. Como não havia pretendentes cadastrados para um grupo tão grande, foi necessário um trabalho sensível e técnico para encontrar um casal com estrutura emocional e afetiva para manter os irmãos juntos.
Segundo a assistente social responsável, Lilian Hack Hellt, esse foi o primeiro caso em 14 anos em que ela conseguiu conduzir uma adoção de tantos irmãos sem separação. Geralmente, as crianças são encaminhadas a famílias diferentes, com orientação para manter contato.
“Este é um caso que demonstra o quanto o trabalho humano e qualificado faz diferença. A adoção de um grupo de irmãos, especialmente tão numeroso, exige coragem, compromisso e, acima de tudo, amor. É uma decisão que impacta vidas para sempre”, destacou o juiz Ricardo Alexandre Fiúza, responsável pelo caso.
Neste ano, a comarca de Lages encaminhou 10 crianças para adoção em quatro processos, sendo dois de entregas legais de bebês e outros dois de grupos de irmãos.
Fonte: Portal Peperi
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