O acadêmico do curso de Medicina Veterinária, Guilherme Scaranti, está em uma fazenda em território americano há menos de um mês. Ele realiza o estágio final da graduação, realizada no campus da Uceff em Itapiranga.
Natural de Belmonte, Guilherme reside no estado de Wisconsin, conhecida como terra do leite dos Estados Unidos, pois concentra grande parte da produção nacional. Em entrevista à Rádio Itapiranga, o acadêmico destacou as principais diferenças nas primeiras semanas de observação.
Atuando na área de pecuária leiteira da fazenda em que estagia, observa que a principal diferença é a produção em larga escala e totalmente em sistema intensivo.
Segundo Guilherme Scaranti, a fiscalização americana é menor em relação a brasileira, com foco em produzir maior volume de leite e legislação mais branda para a sanidade animal. Muitos produtores buscam qualidade, mas o controle não é do mesmo nível em relação ao Brasil. Com este foco, Scaranti comenta que grande parte dos animais atinge o máximo do potencial produtivo.
“Pilares de trabalho como genética, nutrição, conforto e ambiência são muito explorados, fazendo com que os animais tenham produção acima da média brasileira” afirma. Como exemplo, cita a raça de vacas Holandesa, que atinge 55 litros diários, demonstrando a exploração do potencial.
Entre pontos positivos para o Brasil, Guilherme Scaranti destaca o controle de doenças. Segundo ele, em breve período de observação e estudos, o foco da produção americana é de manejos preventivos, sem priorizar o controle das doenças com fármacos e antibióticos.
Em relação a tecnologia, Scaranti demonstra surpresa com diferença entre países. “Carros e tratores elétricos são comuns em fazendas, além de implementos sofisticados também para a produção de grãos” explica.
Ao ser questionado sobre melhorias que o Brasil poderia adotar, Guilherme Scaranti ressalta a organização das propriedades, com processos padronizados. Para ele, a produção brasileira poderia ter desempenho melhor ao adotar as políticas de levantamento de dados dos Estados Unidos para a tomada de decisões. Em algumas propriedades no Brasil, o levantamento não é tão evidente.
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