O Sindicato dos motociclistas profissionais do estado de Santa Catarina está sofrendo uma concorrência desleal em aplicativos diversos. A declaração é do presidente da entidade sindical, Fernando dos Santos. Ele foi entrevistado nesta semana no RPN Segunda Edição e destacou como o setor está seguindo nesse momento de pandemia da Covid-19.
Conforme ele, a categoria que era vista como grande vilã por muitos acabou se transformando em heroína, visto ser um setor essencial. De acordo com Fernando dos Santos, nesse momento de isolamento social, a demanda de entregas para os motociclistas em geral aumentou consideravelmente em todo o estado catarinense.
Ele lembrou que muitas pessoas acabaram perdendo seu emprego em virtude da pandemia e acabaram migrando ilegalmente para a categoria de entrega de alimentos e produtos diversos. Segundo ele, a prática é ilegal visto a existência de uma legislação de 2009 que regulamenta o serviço de motofrete em todo o estado. Fernando dos Santos destacou que em muitas cidades ainda não foi implementada essa legislação e por isso a categoria acaba sofrendo mais nessas localidades.
O profissional afirmou que os aplicativos diversos estão se aproveitando dessa situação e cadastrando qualquer pessoa que possua motocicleta sem ao menos ser profissional na área. Ele ressaltou que em virtude disso, o ganho do motociclista acabou diminuindo consideravelmente. Ele revelou que atualmente os profissionais estão recebendo menos do que antes da pandemia da Covid-19. O sindicalista explicou que nos últimos meses a demanda aumentou, triplicando o número de entregadores e o salário diminuindo, caracterizando dessa forma, uma concorrência desleal com a categoria.
Fernando dos Santos comentou que para se tornar um motociclista profissional é necessário seguir uma série de requisitos e determinações. Ele disse que os interessados devem se basear na lei de 2009 que prevê a realização de um curso de capacitação na área. Além disso, é necessário uma alteração na habilitação e ter acima de 21 anos. O sindicalista mencionou ainda o fato do motociclista ter dois a três anos de habilitação para poder ser considerado profissional.
Fernando Dos Santos reforçou ainda que o principal vilão da categoria são os aplicativos e cabe ao governo realizar a fiscalização adequada.
Fonte: Portal Peperi
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