Operação Mercúrio mira esquema de lavagem de dinheiro de facção ligada ao tráfico em SC

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Operação Mercúrio mira esquema de lavagem de dinheiro de facção ligada ao tráfico em SC

A 5ª Promotoria de Justiça de Concórdia, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a Operação Mercúrio. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro utilizado por uma facção criminosa que atua no Oeste de Santa Catarina.

Durante a operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão na zona leste da cidade de São Paulo. Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, incluindo criptomoedas. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual das Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações apontam que valores obtidos principalmente com o tráfico de drogas eram enviados do Oeste catarinense para integrantes da organização criminosa em São Paulo. Na capital paulista, o dinheiro era fracionado em diversas movimentações financeiras para dificultar o rastreamento e ocultar a origem ilícita dos recursos.

A apuração teve início após o compartilhamento de informações obtidas em operações anteriores do GAECO contra a mesma facção. A partir desses dados, os investigadores identificaram a estrutura responsável pela movimentação financeira da organização.

O objetivo da Operação Mercúrio é desarticular esse núcleo financeiro, responsável por receber, distribuir e ocultar os valores provenientes das atividades criminosas.

A operação é coordenada pelo GAECO do MPSC, com apoio técnico do GAECO do Ministério Público de São Paulo e suporte operacional das polícias Civil e Militar paulista.

O nome "Mercúrio" faz referência às características do metal, que pode se fragmentar e voltar a se reunir. Segundo o Ministério Público, a analogia representa a estratégia utilizada pelos investigados para dividir recursos ilícitos em diversas operações financeiras antes de reuni-los novamente com aparência de legalidade.

Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina para realização de perícias. Após a análise, as evidências serão incorporadas às investigações conduzidas pela 5ª Promotoria de Justiça de Concórdia.

O procedimento tramita sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das investigações.

Nesta quarta-feira, o Ministério Público também deflagrou a Operação Coluna Sul, que tem como alvo as atividades da mesma facção criminosa.

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