Operação apura suspeita de corrupção em desapropriação para presídio em Lages

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Operação apura suspeita de corrupção em desapropriação para presídio em Lages
Foto: divulgação, Ascom

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o Grupo Especial Anticorrupção (Geac), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagraram nesta quinta-feira, 23, a Operação “Terra Prometida”, em Lages, na Serra catarinense.

A ação investiga suspeitas de crimes contra a administração pública ligados à desapropriação de um terreno rural que seria usado para ampliar o Presídio Masculino do município.

Conforme o Ministério Público, há indícios de que o então diretor do presídio tenha tentado interferir no processo para acelerar o pagamento da indenização ao dono do imóvel, avaliada em cerca de R$ 2,85 milhões. Em troca, ele teria solicitado uma parte do valor como vantagem indevida.

A investigação teve origem em provas obtidas na Operação Carne Fraca, a partir da análise de dados telefônicos e digitais autorizados pela Justiça. Os diálogos analisados, supostamente de 2025, indicariam a negociação entre o ex-diretor e o proprietário do terreno.

Com base nesses indícios, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão em casas e empresas ligadas aos investigados. O objetivo é recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o caso e identificar possíveis envolvidos.

Os itens apreendidos serão analisados pelo Gaeco, que dará continuidade às investigações. O nome da operação, “Terra Prometida”, faz referência à expectativa de ganho financeiro envolvendo a destinação do terreno.

O caso segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento das investigações.

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