Número de mortos em protestos no Irã sobe para 544, diz grupo de ativistas

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Número de mortos em protestos no Irã sobe para 544, diz grupo de ativistas
Foto: Divulgação, CNN Brasil

O número de mortos nas manifestações do Irã aumentou para ao menos 544 pessoas, segundo um grupo de direitos humanos com sede nos EUA que vem monitorando o número de vítimas em meio aos protestos generalizados contra o regime no país.

O número representa a quantidade de pessoas mortas nos últimos 15 dias, incluindo oito crianças, de acordo com uma atualização da HRANA (Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos), o serviço de notícias da organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã.

Mais de 10.681 pessoas também foram transferidas para prisões após serem detidas, informou a agência.

A CNN não conseguiu verificar de forma independente os números de vítimas da HRANA. O Irã está sem internet há mais de 72 horas, depois que as autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas.

Entenda os protestos no Irã

Protestos antigoverno no Irã eclodiram pelo décimo terceiro dia consecutivo na sexta-feira (9), em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) – a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior. Organizações de direitos humanos disseram que dezenas de pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei, pediu a Trump que "foque em seu próprio país" e culpou os EUA por incitarem os protestos.

Com a escalada da raiva pública e a continuidade dos protestos, a CNN reúne o que você precisa saber.

O que desencadeou os protestos?

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.

As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.

A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.

A decisão dos bazaaris, como são conhecidos, é uma medida drástica para um grupo tradicionalmente alinhado à República Islâmica.

O governo liderado por reformistas tentou aliviar a pressão ao oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu conter a insatisfação.

Fonte: Portal Peperi

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