A Prefeitura de São Miguel do Oeste inaugurou a nova sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Oscar Pereira, na tarde desta sexta-feira, 10, ampliando a estrutura destinada ao atendimento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes no município. Durante a inauguração, a coordenadora da unidade, Silmara Fiore, destacou que o novo espaço representa uma conquista para os profissionais e usuários do serviço, além de oferecer melhores condições para o desenvolvimento das atividades terapêuticas.
A nova unidade recebeu o nome de Oscar Pereira, em homenagem a um antigo paciente que marcou a história do CAPS. Conforme Silmara, Oscar passou grande parte da vida internado em manicômios, vivenciando um modelo de tratamento que antecedeu a reforma psiquiátrica brasileira. Após a implantação do atendimento em liberdade, passou a frequentar o CAPS de São Miguel do Oeste, onde participou ativamente das oficinas terapêuticas e demais atividades promovidas pela equipe.
"Quando pensamos em dar um nome para a unidade, não tivemos dúvidas de que deveria ser o Oscar. Ele representa a história da saúde mental e da luta pela dignidade no tratamento das pessoas com transtornos mentais", afirmou a coordenadora.
Segundo Silmara, a nova sede foi planejada para atender às necessidades dos usuários, com ambientes mais amplos e adequados para os atendimentos individuais, grupos terapêuticos e oficinas. Ela ressaltou que o CAPS ocupa papel central na Rede de Atenção Psicossocial e que uma estrutura adequada contribui diretamente para a qualidade dos serviços prestados.
A coordenadora também destacou que a procura pelos atendimentos em saúde mental aumentou significativamente após a pandemia de Covid-19. Diante desse cenário, foi necessário ampliar a equipe de profissionais para atender à crescente demanda.
"O número de pessoas que precisaram de acompanhamento aumentou muito. Tivemos que reforçar a equipe com mais psicólogos e médicos para atender essa nova realidade", explicou.
O CAPS realiza atendimento multiprofissional, envolvendo médicos, psicólogos, enfermagem, assistência social e demais profissionais da equipe. Conforme Silmara, os pacientes não recebem atendimento isolado, mas são acompanhados por diferentes áreas, conforme suas necessidades, dentro de um plano terapêutico individualizado.
Além dos atendimentos individuais, os grupos terapêuticos são considerados uma das principais estratégias de tratamento, promovendo socialização, fortalecimento de vínculos e reabilitação psicossocial.
A unidade atende pessoas a partir dos 12 anos de idade com transtornos mentais graves e persistentes, como esquizofrenia, transtorno bipolar, sofrimento psíquico intenso, além de usuários com problemas relacionados ao álcool e outras drogas.
Atualmente, cerca de 300 pacientes são acompanhados pelo CAPS. De acordo com a coordenadora, esse número é compatível com a capacidade da equipe, permitindo a manutenção da qualidade dos atendimentos. Ela ressalta que o tempo de tratamento varia conforme cada caso, podendo durar alguns meses ou se estender por toda a vida, especialmente entre pacientes com doenças crônicas.
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