Funcionários da Caixa iniciam greve por tempo indeterminado; BB tem paralisações regionais

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Funcionários da Caixa iniciam greve por tempo indeterminado; BB tem paralisações regionais

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira, 10, uma greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, parte dos empregados também paralisa as atividades, conforme decisões de sindicatos regionais.

Na Caixa, um dos principais pontos de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta previa aumentar de 3,5% para 5,5% a contribuição dos empregados sobre o salário-base.

O valor mensal por dependente passaria de R$ 480 para R$ 870. Para dependentes entre 24 e 27 anos, a cobrança subiria de R$ 800 para R$ 1.050.

Conforme as entidades sindicais, 93 bases aprovaram a greve. Outras 35 rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa, mas decidiram pela continuidade das negociações.

Uma nova rodada de negociação está prevista para a manhã desta quinta-feira. A Caixa informou que mantém diálogo com as entidades representativas dos empregados e que voltou à mesa de negociação em busca de entendimento.

A mobilização ocorre após a assinatura, nesta quarta-feira, 9, da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, que estabelece regras nacionais para trabalhadores de bancos públicos e privados, incluindo reajuste salarial, benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Paralisação no Banco do Brasil

No Banco do Brasil, a mobilização não ocorre de forma uniforme no país. Ao menos 27 sindicatos aprovaram paralisações a partir desta quinta-feira, incluindo entidades de regiões como Belo Horizonte, Bahia, Ceará e Piauí.

Entre os pontos das negociações específicas está o financiamento da Cassi, plano de saúde dos funcionários. A proposta apresentada pelo banco prevê o adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para garantir as reservas mínimas do plano até novembro.

O Banco do Brasil informou que participa das negociações gerais conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e mantém uma mesa específica com representantes dos trabalhadores. Segundo a instituição, a proposta para a data-base de 2026 foi aprovada em diversas assembleias pelo país.

Durante as paralisações, os clientes podem utilizar aplicativos, Internet Banking e outros canais digitais. O funcionamento do atendimento presencial pode variar conforme a adesão dos trabalhadores em cada região, por isso a orientação é verificar a situação da agência antes do deslocamento.

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