Os municípios da região decretaram situação de emergência nesta semana em virtude da estiagem. A medida atende à recomendação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.
Em Itapiranga, a reunião ocorreu na última segunda-feira, 27, para avaliar o cenário decorrente da falta de chuvas. A estimativa de perdas é de mais de 20 milhões no setor agrícola. O prefeito, Alexandre Ribas, decretou a emergência ainda na terça-feira, 28.
A estiagem gera preocupação extrema pela falta de chuva ser mais intensa. De acordo com o Extencionista da Epagri, Juliano Encarnação, em 2019 e 2020, já em situação de estiagem, Itapiranga registrou média superior a 132 milímetros de chuva nos meses de novembro e dezembro. Já neste ano, a situação piorou muito. Com o forte calor que tem ultrapassado 40 graus, a situação de falta de água gera problema extremamente grave na agricultura e pecuária.
As perdas ocorrem principalmente nas lavouras de milho, porém as quedas de produção se expandem a outros setores como a produção de leite. Perdas consolidadas também já estão ocorrendo na safra de soja e outras culturas de menor área de plantio em Itapiranga.
São João do Oeste e Tunápolis também decretaram situação de emergência
Grandes
prejuízos já foram contabilizados pela estiagem que assola toda a
região. Os dados apresentados pela Epagri e Secretaria da Agricultura e
Pecuária mostram que a estiagem em Tunápolis comprometeu principalmente o
milho, pastagens e leite, cujo valor já ultrapassa 25 milhões de reais,
sem considerar os valores referente ao transporte de água ao consumo
animal. Nesta situação, a Comissão Municipal da Defesa Civil de
Tunápolis e o prefeito Marino Frey definiram pelo decreto de situação de
emergência nesta quarta-feira, 29.
Em São João do Oeste vários relatórios comprovam prejuízos econômicos significativos na agropecuária e resultam ainda em grandes dificuldades no abastecimento de água. Conforme o prefeito Genésio Anton, os prejuízos apurados na agricultura e pecuária do município já ultrapassam 56 milhões de reais.
A homologação do decreto de emergência não vai ressarcir os prejuízos dos produtores rurais, mas é fundamental para buscar o reconhecimento por parte do Estado e da União e desta maneira, permitir que o município receba eventuais auxílios e aportes para tentar amenizar o sofrimento dos munícipes.
Em todos os municípios, o apelo é pela economia de água. O
uso racional da água se faz necessário para amenizar os danos e evitar
que o sistema público de abastecimento de água entre em colapso.
Fonte: Portal Peperi
Saer transfere idoso de São João do Oeste para Hospital de Xanxerê em 25 minutos
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo
Prefeitura de SMO discute com DNIT melhorias no trevo da BR-282 com a SC-163
Réu pela morte de Catarina Kasten depõe em audiência e responde apenas à defesa
Patrimônio de Vorcaro cresceu R$ 1,2 bilhão em um ano, revelam declarações ao IR
Após problemas em Itapiranga, Corpo de Bombeiros lança aplicativo para acionar 193
ADEFISMO realiza assembleia para eleger nova diretoria em São Miguel do Oeste
Começa nesta quinta-feira o Liquida Inverno Iporã
Homem que foi encontrado morto dentro de carro, é identificado