O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) protocolou uma representação pedindo que o TCU determine ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão do pagamento de remuneração ao ministro Marco Buzzi enquanto durar seu afastamento cautelar. Ele é acusado de supostos crimes sexuais por duas mulheres e se diz inocente.
A representação, assinada pelo subprocurador-geral do MP-TCU, Lucas Rocha Furtado, também pede que o tribunal apure os valores já pagos desde o início da medida cautelar, com possibilidade de eventual restituição aos cofres públicos, caso seja identificada irregularidade.
Segundo o texto, o objetivo é resguardar princípios constitucionais da administração pública, como moralidade, eficiência e economicidade.
“Os relatos apresentados pelas vítimas, que incluem acusações de apalpamento e constrangimento físico, são de extrema gravidade e incompatíveis com a conduta esperada de um magistrado, especialmente de um Ministro de uma das mais altas Cortes do país”, diz a representação.
O documento foi assinado em 12 de fevereiro de 2026 e encaminhado à presidência do TCU. Segundo o tribunal, o processo ainda não foi aberto.
Fonte: Portal Peperi
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