O implanon tem apenas quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de diâmetro, sendo aplicado por profissionais da saúde na região do braço. O método tem duração de até três anos e uma alta eficácia contraceptiva, sendo considerado mais eficiente que a laqueadura e o DIU hormonal. Na rede privada, o custo para obtenção do implante pode variar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Agora, além de Biguaçu, mulheres de outras cidades de Santa Catarina poderão aplicar o método contraceptivo de forma gratuita. No dia 19 de setembro, o Ministério da Saúde recebeu 100 mil unidades do implante, que serão distribuídas em outubro para SC e outros cinco estados (Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Roraima). A Secretária de Estado da Saúde (SES) não informou quantas unidades serão enviadas ao Estado neste primeiro momento.
Ainda conforme a SES, o público-alvo inicial são adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, com foco especial na prevenção da gravidez na adolescência e em populações em situação de maior vulnerabilidade social.
No dia 23 de outubro, profissionais da saúde do Estado vão receber uma oficina prática de qualificação para inserção dos implantes. Nessa primeira fase, o treinamento será voltado para os 35 municípios catarinenses com mais de 50 mil habitantes, envolvendo médicos, enfermeiros e gestores da Atenção Primária à Saúde ou Coordenador da Saúde da Mulher que atuarão como multiplicadores na implementação do método.
Após a formação, a distribuição será organizada para que os municípios comecem a ofertar o implante, seguindo as diretrizes pactuadas entre o Ministério da Saúde, a SES e os municípios.
Como funciona o implanon?
O implante subdérmico pode atuar no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC (sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração). Esses métodos são considerados altamente eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso diário ou contínuo como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.
Além do Implanon, o SUS também disponibiliza outros métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Incorporação no SUS
A decisão de incorporar o contraceptivo ao SUS foi apresentada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) em julho de 2025. Desde a publicação das portarias, o Ministério da Saúde trabalhou na atualização das diretrizes clínicas, aquisição e distribuição do insumo, qualificação e habilitação de profissionais, entre outras ações.
Antonietas
Antonietas é um projeto da NSC que tem como objetivo dar visibilidade a força da mulher catarinense, independente da área de atuação, por meio de conteúdos multiplataforma, em todos os veículos do grupo.
Fonte: Portal Peperi
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