Mendonça proíbe CPMI do INSS de acessar dados de banqueiro Daniel Vorcaro

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Mendonça proíbe CPMI do INSS de acessar dados de banqueiro Daniel Vorcaro
Foto: Divulgação, NSC Total

O ministro André Mendonça, relator do caso do banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o acesso da CPMI do INSS no Congresso ao conteúdo de aparelhos do banqueiro Daniel Vorcaro. O material está armazenado na sala-cofre da CPMI do INSS e reúne dados de equipamentos e documentos apreendidos do dono do banco Master. A proibição se deve à necessidade de preservação do sigilo em relação ao teor dos materiais. As informações são do portal g1.

Mendonça determinou que a medida seja tomada com extrema urgência. Segundo ele, a Polícia Federal deverá atuar em colaboração com a presidência da CPMI do INSS para retirar os equipamentos armazenados no local. Uma nova separação dos dados deve ser feita pela PF e pelo comando da CPMI, “de maneira que eventual conteúdo que diga respeito exclusivamente à vida privada do citado investigado não seja compartilhado com a referida Comissão Parlamentar”, escreveu o ministro, na decisão.

Na semana passada, mensagens de Vorcaro com a ex-noiva, a modelo e influenciadora Martha Graeff, foram divulgadas após vazarem. A defesa da ex-noiva divulgou nota afirmando que a modelo estaria sendo vítima de “grave violência” e que estudava acionar a Justiça a respeito do caso. Os advogados de Martha definiram a exposição das mensagens como “manifestamente ilegal e impressionantemente inútil” e que elas teriam sido trocadas no “sagrado ambiente restrito da intimidade de casal”.

Martha chegou a ser convocada pela CPMI do INSS para depor, em um requerimento aprovado na semana passada, mas que não teve data agendada.

Senadores que integram a comissão afirmaram que a CPMI recebeu menos de 1% dos documentos ligados à quebra de sigilo do banqueiro, que foram enviadas para a PF após a decisão do STF.

Das conversas com a ex-noiva aparecem, por exemplo, menções de Vorcaro a encontros com o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e com ministros do governo federal. Ele permanece preso preventivamente enquanto a PF continua a investigação sobre o banco Master, liquidado pelo Banco Central no fim do ano passado.

Fonte: NSC Total

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