Médico de mãe e filha mortas em caso que chocou SC é afastado de hospital

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Médico de mãe e filha mortas em caso que chocou SC é afastado de hospital

Um dos médicos que atendeu Maria Luiza Bogo Lopes foi afastado do Hospital Beatriz Ramos de Indaial. Maria Luiza, que estava no sétimo mês de gestação, morreu junto com a bebê após falhas no atendimento que recebeu ao procurar ajuda médica por quatro vezes, indica a Polícia Civil.

Um dos médicos envolvidos no caso foi afastado de forma cautelar pela própria unidade na semana passada, informou a direção em nota. Porém, destacou que a medida foi em “caráter estritamente preventivo, adotada em razão da gravidade e sensibilidade dos fatos, sem qualquer antecipação de juízo acerca de eventual responsabilização”.

O Beatriz Ramos está apurando o caso administrativamente, em paralelo à investigação criminal. Como Maria Luiza foi atendida também no Hospital Santo Antônio de Blumenau, onde faleceu, a unidade de Indaial afirma que precisa do prontuário médico do Santo Antônio para concluir a análise da história. A solicitação do documento foi feita na última terça-feira (7) e até agora não foi enviado, lamentou a instituição indaialense.

O Hospital Santo Antônio ainda não comentou oficialmente sobre o não envio do prontuário, mas adiantou que o compartilhamento entre instituições não é permitido. Apenas familiares, paciente e polícia têm acesso a esse tipo de informação.

O Beatriz Ramos encaminhou o episódio ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, para que o órgão também apure o ocorrido.

Investigação do caso

A Polícia Civil de Indaial intimou quatro médicos do Beatriz Ramos e um do Santo Antônio para prestarem depoimento, o que deve ocorrer se estender até sexta-feira, 17. O laudo feito pela Polícia Científica, com base nos prontuários médicos, apontou falhas em duas das quatro vezes que a paciente passou pelo Hospital Beatriz Ramos se queixando de fortes dores pelo corpo. O documento foi entregue à Polícia Civil na última sexta-feira, 10, e permitiu ao delegado Ícaro Malveira fazer alguns apontamentos.

Os principais dele são que a jovem deveria ter sido internada na segunda visita ao hospital, quando os exames começaram a mostrar as plaquetas baixando. Isso porque se tratava de uma gestação de alto risco, considerando que Maria Luiza tinha recebido recentemente o diagnóstico de diabetes gestacional. Nessa ida à unidade de saúde, a mãe da jovem diz que a médica cogitou se tratar de dengue.

Fonte: NSC Total

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