Um dos médicos que atendeu Maria Luiza Bogo Lopes foi afastado do Hospital Beatriz Ramos de Indaial. Maria Luiza, que estava no sétimo mês de gestação, morreu junto com a bebê após falhas no atendimento que recebeu ao procurar ajuda médica por quatro vezes, indica a Polícia Civil.
Um dos médicos envolvidos no caso foi afastado de forma cautelar pela própria unidade na semana passada, informou a direção em nota. Porém, destacou que a medida foi em “caráter estritamente preventivo, adotada em razão da gravidade e sensibilidade dos fatos, sem qualquer antecipação de juízo acerca de eventual responsabilização”.
O Beatriz Ramos está apurando o caso administrativamente, em paralelo à investigação criminal. Como Maria Luiza foi atendida também no Hospital Santo Antônio de Blumenau, onde faleceu, a unidade de Indaial afirma que precisa do prontuário médico do Santo Antônio para concluir a análise da história. A solicitação do documento foi feita na última terça-feira (7) e até agora não foi enviado, lamentou a instituição indaialense.
O Hospital Santo Antônio ainda não comentou oficialmente sobre o não envio do prontuário, mas adiantou que o compartilhamento entre instituições não é permitido. Apenas familiares, paciente e polícia têm acesso a esse tipo de informação.
O Beatriz Ramos encaminhou o episódio ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, para que o órgão também apure o ocorrido.
Investigação do caso
A Polícia Civil de Indaial intimou quatro médicos do Beatriz Ramos e um do Santo Antônio para prestarem depoimento, o que deve ocorrer se estender até sexta-feira, 17. O laudo feito pela Polícia Científica, com base nos prontuários médicos, apontou falhas em duas das quatro vezes que a paciente passou pelo Hospital Beatriz Ramos se queixando de fortes dores pelo corpo. O documento foi entregue à Polícia Civil na última sexta-feira, 10, e permitiu ao delegado Ícaro Malveira fazer alguns apontamentos.
Os principais dele são que a jovem deveria ter sido internada na segunda visita ao hospital, quando os exames começaram a mostrar as plaquetas baixando. Isso porque se tratava de uma gestação de alto risco, considerando que Maria Luiza tinha recebido recentemente o diagnóstico de diabetes gestacional. Nessa ida à unidade de saúde, a mãe da jovem diz que a médica cogitou se tratar de dengue.
Fonte: NSC Total
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