O nascimento de um leitão com uma malformação rara, chamou a atenção da comunidade rural da Linha Alto Biguá, em Iraceminha. O animal, que nasceu já sem vida, tinha dois corpos fundidos, uma única cabeça e seis patas.
O caso foi registrado na noite da última quinta-feira, 6, na propriedade do agricultor Ênio Uebel, que cria porcos para consumo próprio. Com mais de 12 hectares, a pequena propriedade familiar abriga suínos em criação simples, e segundo Ênio, essa foi a primeira vez que ele viu algo parecido em toda a vida.
“De noite, quando a porca começou a parir, eu e minha esposa ajeitamos o chiqueiro, colocamos palha. Achei que ela já tinha terminado, mas depois de mais de uma hora nasceu mais um, que já veio morto. Quando fui ver, era um porquinho com uma cabeça e dois corpos. Nunca vi coisa igual”, contou ele ao g1.
No total, nasceram sete leitões vivos e o filhote com a deformidade. O nascimento incomum despertou a curiosidade da família, que decidiu procurar orientação com especialistas.
Leitão será estudado por universidade da região
Após o ocorrido, Ênio entrou em contato com uma sobrinha que estuda na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), em São Miguel do Oeste. A universidade demonstrou interesse em analisar o animal para fins científicos.
“O pessoal da Unoesc pediu para estudar o porquinho. A gente colocou ele no gelo e levou para lá. Agora os alunos vão poder analisar o caso”, explicou o produtor.
O leitão será preservado e utilizado em estudos na área de medicina veterinária. De acordo com o professor Jackson Preuss, da Unoesc, a malformação pode ter ocorrido por um erro no desenvolvimento embrionário, quando há uma duplicação parcial durante as primeiras divisões celulares.
Segundo especialistas, deformidades como a registrada em Iraceminha podem ter diferentes origens. Entre os fatores possíveis estão causas genéticas, ambientais, exposição a toxinas, vírus ou até deficiências nutricionais da matriz durante a gestação.
Casos como esse são considerados raros e, quando acontecem, costumam ser documentados por instituições de ensino e pesquisa para ajudar a compreender os mecanismos que levam às alterações no desenvolvimento de embriões em animais.
Fonte: Portal Peperi
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