O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira, 11, o projeto de lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A proposta é de autoria do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) e estabelece o dia 12 de março como data oficial de homenagem às mais de 700 mil vítimas da pandemia no país, em referência ao primeiro óbito registrado por Covid-19 no Brasil.
A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, e contou também com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante o ato, Lula criticou a condução da pandemia pelo governo anterior e destacou os impactos da desinformação sobre as vacinas.
“Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado, se a gente conseguir cravar o nome dos responsáveis”, afirmou o presidente. Lula também relembrou as informações falsas disseminadas durante a pandemia, que colocavam em dúvida a eficácia das vacinas. “Nós precisamos ter consciência. Foram mais mortes do que muitas guerras que aconteceram no mundo”, disse.
Segundo Alexandre Padilha, a criação da data tem como objetivo preservar a memória das vítimas e evitar que erros cometidos durante a pandemia sejam repetidos. “O papel da memória é para que a sociedade como um todo nunca mais permita que se repita o que aconteceu durante a condução da pandemia da Covid-19 no nosso país”, declarou o ministro.
A solenidade também marcou a abertura da instalação “Cada Nome, Uma Vida”, no Salão Nobre do Palácio do Planalto. A mostra homenageia as vítimas fatais da doença e ficará disponível para visitação até o dia 19 de maio.
Como parte das homenagens, ações simultâneas foram realizadas em seis capitais brasileiras nesta segunda-feira, com projeções dos nomes das vítimas e mensagens de reconhecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos profissionais da saúde que atuaram na linha de frente da pandemia.
O autor do projeto, Pedro Uczai, destacou que a data busca reforçar a defesa da ciência, da vacinação e das políticas públicas de saúde. “O povo brasileiro tem a responsabilidade de reafirmar a vida, reafirmar o SUS e defender a ciência contra o negacionismo”, afirmou o parlamentar catarinense.
A Covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2. No Brasil, o estado de emergência sanitária nacional esteve em vigor entre fevereiro de 2020 e maio de 2022. Atualmente, a vacina contra a doença integra o calendário nacional de imunização para grupos prioritários, como crianças pequenas, gestantes e idosos.
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