Justiça mantém três acusações contra reú por estupro e morte de Catarina Kasten em Florianópolis

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Justiça mantém três acusações contra reú por estupro e morte de Catarina Kasten em Florianópolis

Giovane Correa Mayer continuará respondendo por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver pela morte de Catarina Kasten, ocorrida em novembro de 2025, em uma trilha de Florianópolis.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina analisou nesta quinta-feira, 24, um recurso da defesa que buscava afastar a acusação de ocultação de cadáver.

Segundo os advogados, o recurso não foi conhecido pelo Tribunal. Dessa forma, os argumentos apresentados pela defesa sobre a retirada dessa imputação não tiveram o mérito analisado e, nesta fase do processo, todas as acusações permanecem.

O réu já foi pronunciado pela Justiça e deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri.

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, Giovane responde por feminicídio qualificado por asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, estupro e ocultação de cadáver.

Catarina Kasten tinha 31 anos e foi morta em 21 de novembro de 2025. Conforme a denúncia, ela saiu de casa no início da manhã para participar de uma aula de natação e foi atacada em uma trilha próxima à Praia do Matadeiro.

O Ministério Público afirma que o acusado teria agido de forma premeditada, permanecendo escondido nas proximidades antes de abordar Catarina. Ainda segundo a denúncia, a vítima foi estuprada e morta por asfixia.

Após o crime, o corpo teria sido arrastado para uma região de mata e pedras, distante da trilha e de difícil visualização.

Giovane foi preso na noite do mesmo dia. Segundo as autoridades, ele confessou o crime.

No recurso julgado nesta semana, o Ministério Público defendeu a existência de elementos suficientes para manter também a imputação de ocultação de cadáver. O órgão afirmou que não há respaldo nas provas para a hipótese levantada pela defesa de que terceiros poderiam ter alterado a cena.

Em nota, a defesa informou que aguarda acesso à íntegra da decisão e poderá recorrer às instâncias superiores. Caso não consiga retirar a acusação antes do julgamento, os advogados afirmaram que apresentarão a tese diretamente aos jurados.

Catarina era professora e pós-graduanda em Estudos Linguísticos e Literários na Universidade Federal de Santa Catarina. Ela havia se formado em Letras-Inglês em 2022 e planejava seguir os estudos no doutorado.

Fonte: G1

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