Novas estratégias proporcionaram maior atuação na Polícia Militar Ambiental no período da Piracema. A cooperação no âmbito da Operação Protetor, permitiu atuação do Pelotão de São Miguel do Oeste em cidades como Palmitos e São Carlos. Ao mesmo tempo o Batalhão de Chapecó atuou até o Extremo Oeste, proporcionando revezamento de policias no combate a crimes ambientais.
De acordo com o comandante da Polícia Militar Ambiental, do Pelotão de São Miguel do Oeste, Capitão Alcenir Minuscoli, a cada ano está ocorrendo redução nas apreensões de materiais, nos quatro meses de maior restrição da pesca em rios da região. Na operação que encerrou em janeiro de 2025 foram apreendidos mais de 6 mil metros de redes.
Na edição que terminou no sábado, 31, foram 1.650 metros de redes. O número é muito menor na comparação com a Piracema de 2023/2024, que teve uma expressiva quantidade, superior a 13,5 mil de redes apreendidas. “O rigor na fiscalização e conscientização das pessoas tem contribuído de maneira decisiva para preservar este período extremamente importante para a reprodução dos peixes no Rio Uruguai e afluentes” afirma.
O Comandante menciona que a cada ano reduz também a quantidade de apreensões de peixes e de outros apetrechos de pesca. Os municípios de Itapiranga, Palmitos e Mondaí são os locais de maior incidência de irregularidades ambientais durante a Piracema. O Capitão cita a importância das informações repassadas pela população para o sucesso das ações da Polícia Militar Ambiental.
Os peixes apreendidos em ações da PMA, são soltos no habitat natural ou inutilizados evitando o consumo devido ao risco que oferecem. Conforme Alcenir Minuscoli, durante as apreensões é comum encontrar peixes em perfeitas condições nas redes e anzóis. Os policiais devolvem ao rio. Quando os peixes já estão mortos, eles são enterrados.
O capitão, cita que a legislação permite a doação para entidades, porém existem um cuidado muito grande com a saúde pública e por isso este procedimento não é adotado no caso das apreensões de peixes nos rios.
“O fim da Piracema não significa liberdade total para pesca nos rios” alerta. A PMA segue com operações no Rio Uruguai para aplicar a legislação em relação ao limite mínimo de tamanho dos peixes, legalidade das licenças exigidas para pescadores profissionais e amadores e apetrechos usados em locais proibidos.
Fonte: Portal Peperi
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