Famílias cobram entrega de casas populares em Bandeirante; prefeito explica atrasos

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Famílias cobram entrega de casas populares em Bandeirante; prefeito explica atrasos

Quinze famílias contempladas pelo programa Mais Moradia, em Bandeirante, seguem aguardando a entrega das residências, inicialmente prevista para abril deste ano. A situação foi relatada à reportagem da Peperi nesta quinta-feira, 29, pela moradora Mari Madalena Argenton. Procurado pela reportagem, o prefeito Eder Marcon reconheceu os atrasos e apresentou esclarecimentos sobre o andamento das obras.

Segundo Mari, o sorteio das 15 unidades habitacionais ocorreu em 23 de janeiro, quando os beneficiários receberam a informação de que as chaves seriam entregues em abril. Posteriormente, durante uma nova reunião, em março, a previsão foi alterada para agosto, prazo que também não foi cumprido.

A moradora relatou dificuldades financeiras enquanto aguarda a residência. Ela afirmou que precisou deixar a casa onde vivia e recebeu auxílio-aluguel da prefeitura durante seis meses, benefício encerrado em fevereiro. Atualmente, paga aluguel e depende de uma renda mensal de R$ 600 do Bolsa Família.

Mari também manifestou preocupação com as condições das casas. Conforme seu relato, algumas unidades apresentam vidros e torneiras quebrados, além de entrada de água e barro durante períodos de chuva. Ela também questionou a localização das construções e cobrou maior transparência sobre os prazos de entrega.

Em resposta, o prefeito Eder Marcon confirmou que houve atrasos e explicou que a principal dificuldade está relacionada à instalação da rede elétrica. Segundo ele, a Celesc exigiu adequações na estrutura inicialmente prevista, o que tornou necessária a contratação de uma empresa para executar os serviços.

O prefeito informou que o processo licitatório contou com sete empresas participantes e que a apresentação de recursos administrativos contribuiu para prolongar os prazos. Conforme Marcon, o município investiu mais de R$ 500 mil na implantação de uma nova rede trifásica para atender às 15 residências.

Ele destacou que os postes já foram instalados e que a empresa responsável trabalha na colocação dos cabos e transformadores. A pavimentação e os passeios também fazem parte da infraestrutura prevista para o conjunto habitacional.

Sobre os problemas estruturais apontados pela moradora, Marcon afirmou que não tinha conhecimento dos danos em vidros e torneiras. Já em relação à entrada de barro, explicou que a movimentação de terra para as obras de infraestrutura, associada às chuvas, pode ter provocado a situação. Segundo ele, eventuais problemas serão corrigidos.

O prefeito também garantiu que as construções possuem acompanhamento técnico e licenciamento ambiental, estando de acordo com as exigências legais.

Marcon acrescentou que o empreendimento recebeu R$ 1,05 milhão do Governo do Estado e que a prefeitura investiu mais de R$ 1 milhão em recursos próprios para complementar a infraestrutura.

Apesar de reconhecer a necessidade das famílias, o prefeito afirmou que não é possível estabelecer uma nova data de entrega, pois a conclusão depende dos serviços elétricos e da posterior ligação de energia pela Celesc. Ele reforçou que o objetivo é entregar as moradias com toda a infraestrutura necessária, incluindo pavimentação, passeios e energia elétrica.

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