FAESC diz que renegociação de dívidas pode aliviar situação dos produtores

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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FAESC diz que renegociação de dívidas pode aliviar situação dos produtores

Os produtores rurais que sofreram perdas por eventos climáticos ou queda nos preços agrícolas já podem procurar as instituições financeiras para solicitar a renegociação de dívidas prevista na Medida Provisória nº 1.376. Em entrevista à Peperi, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo, afirmou que a regulamentação publicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) deve dar fôlego financeiro ao setor.

Segundo Pedrozo, a medida atende a uma reivindicação antiga das entidades do agronegócio e permite a contratação de uma nova linha de crédito para liquidar ou amortizar financiamentos rurais.

Pelas regras do CMN, podem ser beneficiados produtores e cooperativas que registraram perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda agropecuária, causada por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços dos produtos. A comprovação deverá ser feita por meio de laudo técnico emitido por profissional habilitado.

A resolução estabelece limite de até R$ 400 mil para agricultores do Pronaf, R$ 2 milhões para produtores enquadrados no Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores, com prazo de pagamento de até oito anos, dois anos de carência para o principal e contratação permitida até 12 de novembro de 2026.

Nos casos mais graves, de produtores que tiveram perdas em três ou mais safras com redução mínima de 40% da renda, os limites podem chegar a R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores, além de juros menores e prazo de até dez anos para pagamento.

Pedrozo orienta os agricultores que se enquadram nos critérios a procurar a agência bancária onde possuem seus financiamentos para verificar a documentação necessária e iniciar o processo de renegociação.

"O governo se sensibilizou. Esperamos que essa medida venha a dar fôlego para que o produtor se restabeleça financeiramente e continue produzindo alimentos", afirmou.

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