As chuvas intensas dos últimos dias já impactam a produção rural em todas as regiões de Santa Catarina. Segundo a Epagri, órgão oficial do Estado para pesquisa agropecuária, já são registradas perdas de qualidade de algumas lavouras, atraso no plantio de outras e estragos na logística do campo, com estradas inundadas. A entidade ainda não tem o prejuízo estimado em números.
Entre as lavouras de inverno, o prejuízo com a principal delas, o trigo, diz respeito à qualidade do produto. A alta umidade tem prejudicado a maturação do cereal em sua fase de enchimento, já perto da colheita e fundamental para estabelecer se ele poderá ser usado para panificação ou se servirá apenas para uso em ração animal, conforme explica o engenheiro agrônomo Haroldo Tavares, analista de socioeconomia da Epagri.
— Já foi reportado o aparecimento de doenças fúngicas, como a giberela, que prejudicam a qualidade do grão — explica ele ao NSC Total.
O surgimento de doenças é um problema mesmo onde o trigo não chegou à fase de maturação, caso da região de Campos Novos, em que o plantio é mais tardio, segundo afirma João Carlos Di Domênico, presidente de uma cooperativa local.
— A chuva pegou o trigo em uma fase de florescimento aqui. Quando há muita umidade nesta altura, não afeta a qualidade, mas diminui a produtividade — diz o líder da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) também à reportagem.
Na região em que a entidade atua, no Meio-Oeste, o volume acumulado de precipitação dos últimos três dias passa dos 200 mm em alguns municípios. Já no Extremo-Oeste, isso chega a ultrapassar os 300 mm, caso do município de Galvão, próximo à divisa com o Paraná, onde a Defesa Civil identificou um total de 332,8 mm no período.
De acordo com a Epagri, outubro é normalmente marcado pelas chuvas de primavera, em especial no Oeste e no Meio-Oeste, sendo esperado um acumulado de 210 a 280 mm — essa é a precipitação aguardada, no entanto, para todo o mês.
A chuva intensa em um intervalo de poucos dias também já deixou prejuízos com as lavouras catarinenses de verão, ainda em fase inicial, em especial o milho e a soja.
No primeiro caso, em que já foi semeada cerca de 70% da área de plantio prevista para todo o Estado, o desenvolvimento das plantas é que foi prejudicado, inibidas pela umidade alta e também pelas temperaturas baixas, segundo afirma Tavares, da Epagri.
— Nessas condições é prejudicada a fotossíntense. Há planta de 30 a 60 dias que está baixa, houve atraso no desenvolvimento — afirma o analista, que lista, ainda, perda de parte da adubação e ocorrência de erosão laminar, ou seja, da superfície do solo, devido às enxurradas de água ou mesmo inundações de rios que atingiram as plantações. Em alguns casos, também de acordo com Tavares, foi necessário até um pontual replantio.
Já no caso da soja, o prejuízo até aqui envolve o atraso no plantio, que costuma ter início na segunda quinzena de outubro. Isso ainda pode prejudicar produtores que contam ter lá na frente com uma segunda safra, como os do Vale do Rio Uruguai, que adiantam o cultivo da soja para conseguirem ter também uma colheita de milho.
Di Domênico, da Coocam, acrescenta ainda que criadores de animais também têm tido problemas com o tempo instável, devido às dificuldades logísticas.
— Tem algumas estradas com alagamento, encharcamento. A gente não consegue ter o transporte de ração, por exemplo, tem muitos caminhões atolados — afirma.
Os problemas com a chuva devem se manter no Estado ao menos até sexta (21). A partir do fim de semana, a expectativa é de tempo estável e com sol, segundo a Defesa Civil.
Fonte: Portal Peperi
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