Estudante esfaqueado sofre parada cardíaca e sobrevive após transfusão de sangue em Chapecó

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Estudante esfaqueado sofre parada cardíaca e sobrevive após transfusão de sangue em Chapecó
Foto: NDTV Record/ND Mais

Desavenças anteriores entre dois adolescentes podem ter motivado a discussão que terminou com um estudante esfaqueado e em estado grave na manhã desta sexta-feira (22), no pátio da Escola de Educação Básica Tancredo de Almeida Neves, no bairro Efapi, em Chapecó.

Segundo informações da PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), o autor, de 16 anos, e a vítima, de 15, já possuíam conflitos anteriores à ocorrência.

Testemunhas relataram à polícia que, momentos antes da agressão, houve uma discussão entre o adolescente suspeito e um grupo de amigos, incluindo o estudante esfaqueado.

Conforme os relatos, o desentendimento teria começado porque o “autor alegava estar sendo encarado pelo grupo”.

Testemunhas relataram discussão antes da facada

Conforme a NDTV RECORD, que conversou com alunos e familiares na saída da escola. Segundo uma estudante que presenciou o episódio, o estudante esfaqueado e outros colegas teriam cercado o adolescente para tirar satisfação sobre desentendimentos anteriores.

Na sequência, já no pátio da escola, o adolescente sacou um canivete e desferiu um golpe na região abdominal da vítima, que tentou correr em direção ao interior da unidade escolar, mas teria sido perseguida pelo agressor.

Segundo a apuração da NDTV RECORD, o suspeito permaneceu no pátio da escola após o ataque e resistiu em soltar a faca.

“Informações extraoficiais apontam que profissionais da escola mantiveram o adolescente na parte externa até a chegada da Polícia Militar, que conseguiu deter o jovem”.

Adolescente foi apreendido por ato infracional análogo a tentativa de homicídio

O adolescente de 16 anos foi apreendido e conduzido à Central Regional de Emergência. Ele deve ser apresentado à Polícia Civil e responder por ato infracional análogo a tentativa de homicídio doloso.

O caso provocou grande mobilização na escola e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, fazendo com que dezenas de pais fossem até a unidade escolar em busca de informações.

Para garantir a segurança e a organização, os alunos foram liberados gradativamente. Inicialmente, deixaram a escola as turmas sem relação com o bloco onde ocorreu a agressão.

Já os estudantes que poderiam contribuir com depoimentos permaneceram na unidade até a chegada da Polícia Militar e da Guarda Municipal.

Fonte: ND+

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