Em entrevista à Peperi, Marcelo Rodrigues detalha propostas do Missão para SC

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

Compartilhar
Em entrevista à Peperi, Marcelo Rodrigues detalha propostas do Missão para SC

A Rede Peperi entrevistou, na manhã deste sábado, 26, o candidato a vice-governador de Santa Catarina Marcelo Rodrigues, do Missão. O programa, inicialmente previsto como encontro entre candidatos a vice-governador, foi realizado em formato de entrevista após os outros dois participantes que haviam confirmado presença não comparecerem ao Cine Peperi, em São Miguel do Oeste.

A emissora convidou todos os candidatos a vice-governador para o último encontro do Projeto Eleições 2026. Haviam confirmado participação Carlos Chiodini, do MDB, vice de João Rodrigues; Marcelo Rodrigues, do Missão, vice de Marcelo Brigadeiro; e Nathália Melo, da UP, vice de Laís Chaud.

Marcelo Rodrigues compareceu ao local. Carlos Chiodini não conseguiu chegar a São Miguel do Oeste. Conforme a assessoria da candidatura, a aeronave que faria o trajeto de Navegantes até Chapecó apresentou problemas mecânicos e técnicos, o voo foi cancelado e não houve tempo hábil para organizar outro deslocamento.

Nathália Melo comunicou à organização, pouco antes do início do programa, que teve um “grande imprevisto”. Ela não detalhou a situação e informou que não conseguiria viajar até São Miguel do Oeste.

Durante a entrevista, Marcelo Rodrigues respondeu perguntas sobre segurança pública, saúde, agricultura, infraestrutura e as propostas do Missão para Santa Catarina.

No início do programa, Rodrigues falou sobre sua trajetória pessoal e profissional. Coronel da reserva do Exército e advogado, ele afirmou que decidiu ingressar na disputa eleitoral por considerar necessário participar das discussões sobre o futuro do estado e do país.

Ao tratar da segurança pública, o candidato comentou propostas previstas no chamado “Livro Amarelo”, documento utilizado como referência política pela legenda. Rodrigues defendeu o fortalecimento das forças policiais, com aumento de efetivo, estrutura, equipamentos e treinamento.

Questionado sobre expressões utilizadas pelo partido no debate sobre combate ao crime organizado, o candidato afirmou que a proposta está direcionada ao enfrentamento de facções criminosas e à ampliação da capacidade operacional das forças de segurança.

Rodrigues também mencionou medidas voltadas ao combate financeiro das organizações criminosas e defendeu tratamento penal diferenciado para integrantes de facções.

Na área da saúde, o candidato foi questionado sobre a proposta denominada “fila zero” e sobre as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam de consultas especializadas, exames e cirurgias.

Segundo Rodrigues, uma das alternativas seria ampliar a integração entre unidades de saúde por meio de prontuário eletrônico, telemedicina e tecnologia aplicada à regulação.

Ele citou o modelo conhecido como “hub and spoke”, no qual hospitais de maior estrutura atuam como centros de referência conectados a unidades menores.

Na avaliação do candidato, esse sistema poderia reduzir deslocamentos de pacientes para consultas especializadas e permitir que parte do acompanhamento pré e pós-operatório fosse realizada nos próprios municípios.

Rodrigues também defendeu ampliação da estrutura hospitalar existente no Oeste catarinense e investimentos em especialidades médicas.

A agricultura foi outro tema abordado. O candidato destacou a importância das pequenas propriedades e do cooperativismo para a economia regional e defendeu investimentos em energia, conectividade e infraestrutura rural.

Entre as propostas citadas estão incentivos à geração de energia fotovoltaica nas propriedades e ampliação do acesso à internet no meio rural.

Na área de infraestrutura, Rodrigues fez críticas às condições de rodovias federais e estaduais e mencionou a BR-163, a BR-280 e a SC-283.

O candidato afirmou que problemas nas estradas aumentam os custos de produção e transporte, especialmente para agricultores, cooperativas e agroindústrias.

Rodrigues também defendeu parcerias público-privadas, concessões e outras formas de financiamento para grandes obras de infraestrutura.

Questionado sobre o papel do poder público, afirmou que o Missão defende uma estrutura estatal menor e concentrada em áreas nas quais, segundo a proposta da legenda, a iniciativa privada não teria condições ou interesse de atuar.

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi