As entidades que integram a rede de atendimento e proteção das mulheres vítimas de violência publicaram, na última semana, o Dossiê Mulher 2022. O levantamento contém dados e informações dos casos de violência contra a mulher registrados durante o ano passado em São Miguel do Oeste. Os dados que estão no dossiê foram extraídos dos sistemas de registros internos das seguintes entidades: Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiologia; Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social; Conselho Tutelar e Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, a DPCAMI.
A publicação dos dados do Dossiê Mulher 2022 garante o acesso e a transparência das informações sobre o tema da violência de gênero, um problema que ainda faz parte da realidade local. A afirmação é da Assistente Social que participou da coordenação desse levantamento, Jane Ries. Ela citou que o trabalho tem o objetivo de fazer um diagnóstico dos casos que chegam ao conhecimento das entidades e, assim, adotar medidas que visem a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher. Jane comentou que apesar dos avanços, os números do dossiê mostram uma realidade preocupante. Ela citou que os dados estão mais próximos da realidade, mas ainda existe um índice de subnotificação e muitos casos não chegam ao conhecimento das autoridades.
O dossiê mulher 2022 apontou que a secretaria de saúde notificou 146 casos de mulheres vítimas de violência atendidas em hospitais, postos de saúde, Caps ou na UPA 24 horas durante o ano passado. O número é menor do que 2021, quando foram 152 notificações. No Creas, foram contabilizados 86 atendimentos de mulheres vítimas de violência psicológica, 52 de violência física, 49 de violência moral e 12 de violência sexual. Já o conselho tutelar registrou 62 casos de violência contra a mulher. 22 deles foram de negligência ou abandono.
Em 2022, a DPCAMI registrou 503 casos de violência
contra a mulher. Quase a metade são de ameaça com 243 registros desse tipo. 142
boletins foram de lesão corporal leve. A DPCAMI atendeu, ao todo, 372 vítimas. 26%
delas tem entre 25 e 34 anos e 30% tem somente o ensino fundamental incompleto.
Outros dados que chamam a atenção são os seguintes: 80% dos casos de agressão
ocorreram dentro de casa e 43% das violências foram cometidas entre seis da
tarde e meia noite. A Assistente Social Jane Ries, confirma que de fato a
violência doméstica é a maioria dos casos com predominância da violência
psicológica.
Fonte: Portal Peperi
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