O arquivamento do Projeto de Resolução que pretendia limitar a duas por ano as viagens com diárias pagas pela Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste reacendeu o debate sobre os gastos do Legislativo com deslocamentos para cursos, eventos e busca de recursos.
A autora da proposta, vereadora Cris Zanatta (PSDB), afirmou que o objetivo era ampliar a economia dos recursos públicos e reforçar critérios de controle sobre as despesas. Segundo ela, o texto também buscava adequar o Legislativo às recentes orientações do Tribunal de Contas de Santa Catarina relacionadas à transparência e responsabilidade fiscal.
O projeto recebeu pareceres contrários nas comissões por onde tramitou e não chegou a ser votado em plenário. Com a aprovação dos pareceres pelos vereadores, a matéria foi arquivada e não poderá voltar à pauta neste ano.
Durante entrevista à Rádio Peperi, Cris Zanatta argumentou que a proposta não retirava o direito de vereadores e servidores participarem de capacitações fora do município. Ela defendeu que a qualidade da formação é mais importante do que a quantidade de viagens realizadas.
A vereadora destacou ainda a existência de cursos online e afirmou que o momento exige contenção de gastos. Ela também lembrou que votou contra o recente reajuste das diárias do Legislativo e criticou o posicionamento das comissões que recomendaram o arquivamento da proposta.
O projeto estabelecia que as despesas com viagens só seriam consideradas legítimas quando estivessem diretamente relacionadas às atividades da Câmara, apresentassem justificativa técnica e estivessem previstas no orçamento.
Por outro lado, o presidente da Câmara, Ravier Centenaro (PSD), explicou que a proposta foi arquivada por uma questão de admissibilidade. Segundo ele, alterações no Regimento Interno devem ser apresentadas pela Mesa Diretora, por um terço dos vereadores ou por comissão específica, o que não ocorreu neste caso.
Centenaro ressaltou que uma comissão já trabalha na revisão do Regimento Interno e da Lei Orgânica do Município e que eventuais mudanças sobre diárias poderão ser debatidas durante esse processo.
O presidente também defendeu a atual política de controle dos gastos com viagens. De acordo com ele, os pedidos são avaliados pela Mesa Diretora e acompanhados pelo setor de controle interno.
Segundo Centenaro, os gastos anuais com viagens e diárias de vereadores e servidores giram em torno de R$ 150 mil por ano, valor que representa aproximadamente 2% do orçamento da Câmara Municipal.
No ano passado, o total chegou a R$ 176 mil, em razão de capacitações específicas exigidas por mudanças na legislação.
“O gasto com diárias representa cerca de 2% dos recursos utilizados pela Câmara. É um valor proporcionalmente pequeno e que gera retorno em conhecimento, qualificação e também na captação de recursos para o município”, afirmou.
O presidente destacou ainda que a Câmara mantém um histórico de devolução de recursos ao Executivo ao final de cada exercício. Segundo ele, entre 15% e 18% do orçamento costuma ser devolvido à prefeitura, índice que chegou a 28% em 2025, quando mais de R$ 2,3 milhões retornaram aos cofres municipais.
Strada capota em cruzamento do bairro Jardim Peperi em São Miguel do Oeste
Cães da PRF encontram 35 quilos de drogas escondidos em catalisador de carreta na BR-282
São Miguel do Oeste recebe capacitação sobre serviços municipais de atenção aos animais
Servidores de Guaraciaba terão capacitação sobre Setembro Amarelo
Fachin busca solução para crise no STF após cancelamento de sessão
Conder lança Programa 3C durante Seminário Regional de Compras
Alunos do Curso de Soldados participam de operação de fiscalização em São Miguel do Oeste
Jovens de Itapiranga realizam inspeção de saúde do exército nesta quinta-feira
Primeira Caminhada da Fé será realizada em outubro em São José do Cedro
São João do Oeste avalia mudanças no Plano Diretor
Produtores devem estar atentos a mudança na declaração do ITR em 2026
Câmara de São José do Cedro debate apoio a atingidos pelo temporal e aprova projetos