Santa Catarina possui 67 pacientes internados por dengue em hospitais do Estado nesta segunda-feira, 27, enquanto o governo avalia um possível decreto de situação de emergência na saúde. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, a maioria dos casos está concentrada na Grande Florianópolis e em Joinville, regiões que contam com a maior quantidade de diagnósticos da doença.
Conforme a assessoria da SES, a pasta observa o cenário com preocupação e considera o número de internações um alerta para o sistema público de saúde. As emergências hospitalares já lidam com a lotação por conta de dengue, visto que muitas pessoas enfrentam os sintomas da doença e precisam de acompanhamento para realizar o tratamento adequado.
A unidade hospitalar com maior número de internados por complicações da dengue é o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville, com 14 pacientes. Em seguida, está o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com 11 casos.
Dos cinco hospitais com mais pacientes em tratamento para dengue até esta segunda-feira, 27, quatro são da Grande Florianópolis. Juntas, três unidades referências para o atendimento de adultos na Capital e em São José somam 24 casos.
A doença também afeta crianças e adolescentes. Do total, 12 pessoas que estão internadas em leitos hospitalares possuem menos de 15 anos. Duas estão em leitos do Hospital Nossa Senhora Da Graça, em São Francisco do Sul, e 10 estão no Hospital Infantil da Capital.
Na região Extremo-Oeste catarinense, apenas uma pessoa está internada em decorrência da doença. A internação é referente ao Hospital Sagrada Família de Itapiranga.
Um decreto de situação de emergência em saúde está em análise pelo governo de Santa Catarina e com a situação de emergência, o Estado tem mais facilidade na liberação de atos burocráticos para enfrentamento da crise e, também, auxilia na captação de recursos junto ao governo federal.
Na semana passada, o governo de SC já havia anunciado a criação de um "comitê de crise" para coordenar as ações contra a dengue no Estado com a promessa de liberar R$ 10 milhões para auxiliar os municípios. A verba deve custear horas extras de servidores para ampliar o horário de atendimento em unidades básicas de saúde e Unidades de Pronto Atendimento para tentar desafogar os prontos-socorros dos hospitais.
Santa Catarina já ultrapassou três mil casos confirmados da doença neste ano e contabilizava 3.044 pessoas diagnosticadas com dengue até 18 de março, data da análise do último boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Segundo a classificação dos pacientes, foram registrados 145 pacientes de dengue com sinais de alarme e quatro de dengue grave.
Do total, 2.695 casos são autóctones, ou seja, transmitidos dentro do território catarinense e estão distribuídos em 47 municípios. A cidade que concentra mais de mil casos e lidera o ranking é Palhoça, na Grande Florianópolis.
Ainda foram notificados nove óbitos suspeitos da doença, sendo que dois foram confirmados, quatro foram descartados e três permaneciam em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde com apoio da Secretaria de Estado da Saúde até 22 de março.
Ainda conforme o último levantamento da Dive, quase metade das cidades de Santa Catarina são consideradas infestadas pela dengue. No total, 145 municípios tiveram a disseminação e manutenção dos focos do mosquito Aedes aegypti na semana passada. O número representa mais de 49% das cidades do Estado.
Desde o início de 2023, foram identificados 22.354 focos do mosquito em 212 municípios, mais de 71% das cidades catarinenses.
Fonte: Portal Peperi
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