A produção agrícola da microrregião de São Miguel do Oeste segue como um destaque no cenário estadual, conforme dados parciais divulgados pela Epagri/Cepa para o ano agrícola de 2024/2025. A área destinada ao cultivo de milho foi de 16.860 hectares, resultando em uma produção total de 151.800 toneladas, com uma produtividade média de 9.004 kg por hectare. Esse índice coloca a microrregião entre as mais produtivas do estado, atrás de Curitibanos, Xanxerê e Canoinhas, mas superando outras importantes regiões como Chapecó, Joaçaba e Ituporanga.
O milho desempenha um papel estratégico na economia local, tanto para a produção de grãos quanto para silagem, sendo uma das principais culturas na região. O extensionista rural e agente de pesquisa da Epagri/Cepa, Valmir Kretschmer, destacou que a expectativa inicial é de uma produtividade média superior a 145 sacas por hectare, com base em levantamentos preliminares realizados nos 21 municípios do Extremo Oeste que compõem a área de abrangência da Epagri e do IBGE.
Além do milho para grãos, a produção de silagem ocupa um espaço significativo, com 38.900 hectares dedicados exclusivamente a esse fim. Segundo Kretschmer, entre 65% e 68% da área cultivada com milho no Extremo Oeste será destinada à produção de silagem. Ele também mencionou que a produtividade esperada para o milho silagem, no primeiro plantio, está entre 48 e 52 toneladas por hectare.
Outras culturas também têm relevância na região, como a soja, que ocupa 43.430 hectares, seguida por trigo (10.765 hectares), aveia (3.321 hectares) e feijão (825 hectares). Esses dados reforçam a diversidade agrícola no Extremo Oeste catarinense e a importância dessas culturas para a economia local.
Valmir Kretschmer ressaltou a importância de práticas sustentáveis no manejo do solo, como a cobertura vegetal e a correção do solo com base em análises adequadas. Ele destacou ainda a necessidade de controle rigoroso da cigarrinha, praga que tem causado prejuízos consideráveis na região. Outro ponto importante foi a ênfase na implementação de tecnologias que promovam a sustentabilidade e o aumento da produtividade sem expandir áreas agrícolas, já que as terras destinadas ao cultivo de grãos estão praticamente consolidadas na região.
Além do milho, o extensionista mencionou o crescimento de alternativas mais sustentáveis para a produção de silagem, como o uso de gramas e pré-secados, que resultam em menores danos ao solo e ambiente.
Fonte: Portal Peperi
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