A área de seca extrema em Santa Catarina cresceu durante o mês de dezembro de 2021 em relação aos meses anteriores. É o que mostra o Monitor de Secas do Brasil da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O impacto da estiagem já é sentido nas lavouras. A estimativa da Epagri/Cepa é que as perdas nas safras de milho e soja sejam de 43% e 30%, respectivamente.
O Monitor de Secas foi atualizado no dia 19 de janeiro. O levantamento aponta que a falta de chuva provocou o aumento na área de seca extrema no Oeste catarinense. No caso da região central do Estado, a classificação é de seca grave. Já o Leste tem situação considerada leve.
Em outubro do ano passado, o Monitor registrou um breve período de recuo nas áreas de seca pelo Estado. A situação se modificou em novembro, quando o Oeste voltou a ter boa parte dos municípios considerados área de seca extrema.
O avanço da seca é realidade em toda a região Sul. No Nordeste, Centro-Oeste e Sul do Rio Grande do Sul, houve áreas afetadas pela falta de chuvas. O mesmo acontece em grande parte do Paraná.
Esse cenário está associado à La Niña, que acontece quando há resfriamento das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno provoca a diminuição das chuvas no Sul e aumento no Centro-Norte do Brasil.
Segundo a meteorologista da Epagri/Ciram Gilsânia de Souza Cruz, a estiagem acontece também por influência de um bloqueio atmosférico que vem impedindo o avanço das frentes frias para o Estado desde o dia 11 de janeiro. Esse bloqueio mantém uma massa de ar mais seco e quente sobre Santa Catarina.
— Esse bloqueio intensificou a estiagem, mas deve ser quebrado na próxima quinta-feira, com previsão de dias com chuva mais frequente e diminuição da temperatura — completou.
Gilsânia, contudo, diz que as chuvas mais frequentes e com totais mais elevados estão previstas para a região Leste. Assim, o cenário de seca no Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste deve persistir.
A falta de chuvas pode acarretar perdas significativas nas safras de milho e soja. Segundo o engenheiro-agrônomo da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, o Estado não é autossuficiente em milho e o impacto da estiagem vai aumentar o percentual do produto que precisa ser comprado de outros estados ou até mesmo do exterior, de países como a Argentina.
O mesmo deve acontecer com a soja, onde o Estado tem autossuficiência e até importa o produto. O setor onde o impacto deve ser maior, diz Haroldo, é o de suínos e aves.
— A ração [de suínos e aves] é 70% milho e o restante farelo de soja, mais uma suplementação. Então a estiagem impacta em toda a produção de rações — comenta.
Fonte: Portal Peperi
Mulher fica ferida após ser atropelada na faixa de pedestres no Centro de São Miguel do Oeste
Prefeitura busca formas de ampliar negócios com MEIs de São João do Oeste
UNOESC promove exposição e palestra sobre felinos da fronteira durante o Dia do Meio Ambiente
Prefeitura reforça sinalização viária para aumentar segurança no centro de São José do Cedro
Curso de busca com cães reúne forças de segurança na Praça Central de São Miguel do Oeste
Obras de asfalto na Linha Liso são autorizadas em Guaraciaba
Bairro Andreatta receberá novas obras de pavimentação em São Miguel do Oeste
Prefeitura de SMO autoriza R$ 1,5 milhão em obras de reforma e ampliação em escolas
Polícia Ambiental amplia fiscalização contra a pesca fora do período da piracema
São Miguel promove ação de conscientização contra a violência à pessoa idosa neste sábado
Moção na Câmara pede estudo para construção de Arena Multiuso no Campo Montese
Vereadora solicita estudo para revitalização e melhorias na Avenida Salgado Filho