Conselho do MPF rejeita investigação contra Gonet por 5 votoso a 4 no caso Master

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Conselho do MPF rejeita investigação contra Gonet por 5 votoso a 4 no caso Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal rejeitou, por cinco votos a quatro, a abertura de uma investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por fatos relacionados ao caso Banco Master. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 25, durante sessão extraordinária do colegiado.

Os conselheiros também analisaram pedidos relacionados à permanência de Gonet na condução dos processos envolvendo o Banco Master. Por unanimidade, o Conselho entendeu que não cabe ao colegiado decidir sobre eventual suspeição ou impedimento do procurador-geral. Com isso, Gonet segue atuando nos casos.

A votação sobre a abertura de investigação, no entanto, mostrou divisão entre os integrantes do Conselho. O placar permaneceu apertado e terminou em cinco votos pelo arquivamento e quatro pela realização de diligências preliminares.

O voto que formou a maioria foi apresentado pelo vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino. Ele acompanhou o relator, Francisco Sanseverino, que considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar a abertura de uma investigação.

A análise ocorreu após a divulgação de informações encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os elementos discutidos estavam uma fotografia de Gonet e Vorcaro em um evento realizado em Londres, em 2024, referências ao procurador-geral em mensagens e uma ligação intermediada por um advogado.

A maioria dos conselheiros avaliou que os registros não demonstram, por si só, uma relação de amizade íntima entre Gonet e Vorcaro ou uma atuação funcional do procurador-geral destinada a favorecer o ex-banqueiro.

Também foi considerado que não foram apresentados elementos mínimos indicando que Gonet tenha praticado ou deixado de praticar algum ato para beneficiar Vorcaro nas investigações.

Quatro integrantes do Conselho apresentaram entendimento diferente. Eles defenderam que, embora os elementos disponíveis não fossem suficientes naquele momento para sustentar uma investigação criminal, algumas circunstâncias deveriam ser melhor esclarecidas antes do encerramento do procedimento.

A divergência foi aberta pela conselheira Janice Ascari e acompanhada por Samantha Chantal, José Adônis Callou de Araújo Sá e Ana Borges Coelho Santos. Eles defendiam a designação de um subprocurador-geral para aprofundar a análise.

Com o placar de cinco a quatro, a proposta foi rejeitada e o pedido de investigação acabou arquivado.

Fonte: CNN Brasil

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